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Estudo revelou “importantes descobertas” no conhecimento do microbioma canino

Estudo revelou “importantes descobertas” no conhecimento do microbioma canino iStock

Um novo estudo realizado pelos cientistas do Waltham Petcare Science Institute, publicado na revista Microbiome, trouxe importantes descobertas sobre o microbioma canino. A investigação usou amostras fecais de 107 cães saudáveis, de três países (Reino Unido, Estados Unidos da América e França), para analisar as bactérias presentes no intestino dos animais.

Os investigadores conseguiram identificar milhares de novas bactérias, algumas específicas para cães, o que representa um grande avanço no entendimento do microbioma canino. Ao todo, foram encontradas 240 espécies de bactérias, que formam a base do microbioma intestinal dos cães. Essas espécies representam cerca de 83% do microbioma intestinal canino, um grande aumento em relação ao conhecimento anterior.

 

Os cientistas também destacaram que o microbioma canino é único e evoluiu de acordo com a dieta, ambiente e o próprio animal ao longo do tempo. Além disso, foi descoberta uma função importante das bactérias no intestino canino, que ajudam na digestão de fibras alimentares.

O estudo também mostrou que as novas bactérias descobertas não têm genes que indicam resistência a medicamentos ou outros fatores de risco, o que sugere que são bactérias benéficas para o cão.

 

De acordo com os cientistas, este estudo, considerado o mais completo sobre o microbioma intestinal canino, pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais personalizados para cães, ajustados às suas necessidades biológicas.

Para Gregory Amos, coautor do estudo e gestor sénior de pesquisa em Waltham, “com esta nova e importante compreensão do que torna o microbioma intestinal canino único, nunca estivemos tão bem preparados para desenvolver soluções que melhorem a vida dos cães”.

 

 

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