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Animais de Produção

Tempestades causaram danos severos e preocupam indústria de alimentos para animais

Tempestades causam danos severos e preocupam indústria de alimentos para animais iStock

A IACA — Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais — manifestou “profunda preocupação” com os “efeitos devastadores” da tempestade Kristin no setor agropecuário nacional, agravado pelos efeitos ainda recentes da tempestade Leonardo, com consequências particularmente severas para as empresas de produção de alimentos para animais.

De acordo com o comunicado de imprensa, os prejuízos registados em infraestruturas energéticas, unidades de fabrico, armazenagem e redes logísticas, ainda em fase de apuramento, mas já estimados em dezenas de milhões de euros, estão a “comprometer seriamente” a estabilidade produtiva de inúmeras explorações pecuárias, sobretudo tendo em conta que cerca de 30% das empresas de alimentação animal se localizam em zonas abrangidas pela Declaração de Calamidade.

 

As consequências das tempestades são particularmente graves nos distritos de Leiria e Santarém, onde vários concelhos estão abrangidos pela Declaração de Calamidade. Nestes dois distritos localizam-se 25% das empresas do setor, responsáveis por 35% da produção nacional de alimentos para animais, enfatizou a nota de imprensa.

Há também registo de danos noutras zonas do país, incluindo em unidades relevantes no Montijo, apesar de este concelho estar fora das áreas abrangidas pela Declaração.

 

Perante a dimensão dos danos, a IACA apelou ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial para que a operacionalização das medidas de apoio anunciadas seja rápida e efetivamente simplificada. A Associação sublinhou ainda a necessidade de garantir apoios também a empresas com prejuízos significativos, mesmo quando localizadas fora dos concelhos abrangidos pela Declaração de Calamidade.

Segundo a Associação “é necessária uma recuperação célere da capacidade produtiva, de forma a garantir o abastecimento que as explorações pecuárias necessitam e sem o qual a produção nacional de géneros alimentícios de origem animal – designadamente, carne, peixe, lacticínios e ovos – sairá fortemente afetada”.

 

Para Jaime Piçarra, Secretário-Geral da IACA, “o setor da alimentação animal é um elo essencial da cadeia agroalimentar. Sem uma resposta rápida e eficaz, os efeitos destas tempestades poderão prolongar-se e comprometer seriamente a recuperação das empresas, a produção pecuária, a economia rural e, sobretudo, a disponibilidade de alimentos de origem animal produzidos no nosso País, tornando-nos ainda mais vulneráveis e dependentes do exterior”.

E continua: “esta é a pior crise jamais vivida pelo setor em Portugal e é necessário acautelar que todas as empresas que necessitem são devidamente apoiadas, não só as que se encontram nos concelhos abrangidos pela Declaração de Calamidade”.

 

Já Romão Braz, presidente da IACA, “a rapidez com que os apoios chegam ao terreno é, neste momento, um fator essencial para que as empresas possam continuar a sua operação porque os prejuízos são elevadíssimos. Não falamos só dos danos concretos provocados pela tempestade Kristin, mas também dos prejuízos gerados pela suspensão da produção, causados pela falta de energia e pela sua não reposição, e do impacto que isso tem na disponibilidade de stocks para comercialização”.

 

 

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