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Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa já tratou 20 mil animais em 22 anos

A funcionar desde 1997, o Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa [1] (LxCRAS) já tratou mais de 20 mil animais de todo o País. Sediado no Parque Florestal de Monsanto, na capital, este centro tem capacidade para acolher 300 animais por ano.

Recentemente, em declarações à VETERINÁRIA ATUAL, a médica veterinária coordenadora do LxCRAS, Manuela Leite Mira, revelou que, em 2018, cerca de 90% dos animais recolhidos foram aves, 7,2% foram mamíferos e 2,3% foram répteis. À agência Lusa, a coordenadora revela que o centro recebe “praticamente 2000 animais por ano”.

As principais causas para a entrada de animais silvestres no centro gerido pela Câmara Municipal de Lisboa são quedas de ninhos, atropelamentos, colisões, traumas, armadilhas, doenças e até eletrocussões. “Os animais que são aqui entregues têm um único objetivo: serem reabilitados e devolvidos à natureza”, diz ainda Manuela Leite Mira.

Segundo Manuela Leite Mira, o “número de animais [recolhidos] tem aumentado” e costumam “ser entregues no centro ou pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, pela Brigada de Proteção Ambiental (BriPA) da PSP”, pelo ICNF ou por particulares. Contudo, nem todos podem ser acolhidos, já que o LxCRAS só recebe animais da fauna autóctone portuguesa.

Conheça o Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS) na reportagem publicada pela VETERINÁRIA ATUAL na edição de julho-agosto de 2019.