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Animais de Produção

China suspende importações de carne de porco da Alemanha 

DGAV pede aumento na prevenção perante agravamento da peste suína

A China proibiu as importações de carne de porco da Alemanha, o terceiro maior fornecedor do país, depois de ter sido confirmado o primeiro caso de peste suína africana (PSA) em território germânico.

A confirmação terá sido dada por um porta-voz do Ministério de Alimentos e Agricultura alemão, que explicou que o ministério continua em negociações com o governo chinês.

As exportações da Alemanha para a China são avaliadas em, aproximadamente, mil milhões de euros por ano. Numa perspetiva de impacto no mercado alemão, de acordo com a Bloomberg, em 2020, dois terços do total de exportações de carne suína da Alemanha tiveram como destino a China, assegurando assim 14% do total das importações realizadas pela China este ano.

Esta proibição deverá representar um aumento da procura para outros fornecedores, como os EUA e Espanha, além de poder representar um aumento dos preços globais.

A China, que é o maior comprador de carne do mundo, tem vindo a lidar com uma escassez de carne suína depois de ter registado também surtos do vírus da peste suína africana (PSA), que levaram à redução de 440 milhões de suínos na China, eliminando um quarto dos suínos do mercado global, segundo referia a agência de notícias Reuters, em abril deste ano.

Esta redução, além de ter prejudicado os meios de subsistência, levou a um aumento dos preços da carne.

No primeiro trimestre de 2020, a produção suína registou uma quebra de 10,38 milhões de toneladas, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas chinês.

No mesmo período, a China abateu 131,29 milhões de porcos, verificando uma queda de 30,3% na comparação anual.

Além da China, a Coreia do Sul e o Japão suspenderam as compras e Taiwan está a realizar a inspeção de bagagens de passageiros vindos da Alemanha, segundo a publicação Money Times.