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Boehringer Ingelheim lembra importância do bem-estar animal na segurança alimentar

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, a Boehringer Ingelheim [1], empresa farmacêutica, nota a importância das boas práticas de bem-estar animal [2] na segurança alimentar, na medida em que podem aumentar o risco de suscetibilidade a doenças transmissíveis entre os animais.

“Está perfeitamente estabelecido e comprovado pela ciência que animais com elevado bem-estar são animais com um sistema imunitário ativo e eficaz. Ou seja, animais menos suscetíveis a doenças e, portanto, com menor probabilidade de virem a ser alvo de tratamentos. Na mesma linha de ideias, está demonstrado que a fisiologia e a homeostasia dos animais não expostos a dor, ansiedade ou desconforto sofrerá menos alterações (stresse) que quase sempre desencadeiam problemas orgânicos”, esclareceu o membro do Conselho Diretivo da Ordem dos Médicos Veterinários, [3] George Stilwell, citado em comunicado.

 

Por sua vez, o secretário-geral da Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP [4]), Carlos Neves, afirma que “o estado de saúde e o bem-estar dos animais são uma prioridade para os produtores de leite, por dois motivos essenciais: primeiro, porque apenas com animais saudáveis e nas melhores condições de bem-estar conseguimos produzir alimentos seguros e de forma economicamente sustentável. Por outro, porque essa é uma exigência cada vez maior dos consumidores”.

A opinião é partilhada pelo presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS [5]), David Neves, que defende que “os padrões sanitários e de bem-estar animal são centrais na produção animal por serem os indicadores que mais se relacionam com a eficiência da produção e com a segurança dos alimentos”.

 

O mesmo acontece na produção de aves. “A legislação europeia em termos de saúde e bem-estar animal é a mais avançada do mundo, mas as empresas e os agricultores vão, em muitos domínios, muito além das imposições legais pois sabem que isso constitui uma base de valorização e diferenciação dos seus produtos”, refere o secretário-geral da Federação Portuguesa das Associações Avícolas (FEPASA), Pedro Raposo Ribeiro.

Do lado da Associação Nacional de Engordadores de Bovinos (ANEB), o presidente da Direção, Nuno Ramalho, refere “quanto melhor for o estado dos animais, melhor será o produto resultante. Daí haver uma constante evolução nos tratamentos de prevenção administrados aos animais e melhoria das condições das explorações”.

 

George Stilwell realça a importância de uma “constante monitorização, aconselhamento e intervenção dos médicos veterinários”. Um papel que deve ser “contínuo e constante em todos os processos e atividades que compõem a cadeia alimentar”.