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Quanto vale o meu CAMV?

Esta tem sido a one million dollar question dos últimos tempos. É umas das perguntas que mais me fazem. O mercado veterinário está mais dinâmico do que nunca e as operações de concentração, seja pela aquisição ou fusão, têm vindo a aumentar de ritmo nos últimos meses. Entre particulares ou através de capitais de risco associados a fundos de investimento. A nível nacional ou internacional.

As suspeitas de que a Collins, AniCura, Independent VetCare ou Clinic Acquisitions Holdings querem expandir os seus negócios em Portugal, adquirindo parcial ou integralmente CAMVs, talvez não sejam assim tão descabidas. Há já aproximações nesse sentido e poderá ser uma realidade num futuro muito próximo. Mesmo a nível das petshops é entusiasmante ver cadeias a projectar e implementar a abertura de novas lojas, aumentando a sua rede, como é o caso da Zu, Kiwoko ou 4 Patas. O mercado veterinário não se cinge apenas à prestação de serviços veterinários, pois a pet food, os suplementos nutricionais e os acessórios pet têm vindo a ganhar dimensão no mercado nacional.

Curiosamente, e enquanto consultor de gestão e negócios na VetBizz Consulting, tenho acompanhado algumas operações de concentração a nível nacional, entre particulares, e é deveras estimulante observar o entusiasmo com que as mesmas são negociadas e transaccionadas. Ainda que muitas vezes não se chegue a um consenso, mas a experiência por si só é gratificante para todas as partes, um verdadeiro processo de aprendizagem.

Mas então, quanto vale a sua empresa? Que factores são mais relevados no momento da avaliação?

Seguem algumas dicas que deverão considerar no momento de avaliação do vosso CAMV:

“As suspeitas de que a Collins, AniCura, Independent VetCare ou Clinic Acquisitions Holdings querem expandir os seus negócios em Portugal, adquirindo parcial ou integralmente CAMVs, talvez não sejam assim tão descabidas. Há já aproximações nesse sentido e poderá ser uma realidade num futuro muito próximo”.

É absolutamente vital que se compreenda o seguinte: podemos ter o melhor negócio, os melhores serviços, as melhores instalações, os melhores equipamentos e os melhores preços, mas se não tivermos as melhores pessoas, capazes e competentes, que sejam produtivas e rentáveis para a empresa, a começar pelo próprio dono do CAMV e/ou director clínico, será o suficiente para desvalorizar substancialmente o negócio. Num curto espaço de tempo.

Bons negócios!

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)