Perto de cem golfinhos mortos numa semana na Grã-Bretanha e em Madagáscar

Perto de cem golfinhos mortos numa semana na Grã-Bretanha e em Madagáscar

Perto de uma centena de golfinhos morreu no espaço de uma semana, em dois episódios distintos: um na Cornualha, na Grã-Bretanha, e outro na ilha de Madagáscar, noticiou, hoje, o “Diário de Notícias”.

Segundo fontes ontem citadas pelo “Telegraph”, no primeiro incidente perderam a vida, só na segunda-feira, 26 golfinhos.
Tudo começou durante a madrugada de dia 9, quando um grupo de golfinhos ficou preso numa enseada da costa da Cornualha.
Os primeiros exames feitos aos animais não indicaram quaisquer sinais de envenenamento ou doença.
Em teoria, os golfinhos podiam ter seguido um cardume até ao local. Contudo, os media britânicos também avançaram a hipótese do grupo de golfinhos estar a tentar fugir a um sonar de baixa frequência de um navio de guerra que se encontrava na zona.
«É uma carnificina horrível com corpos por todo o lado», afirmou o responsável das lanchas de socorro de Falmouth, Dave Nicoll.
O segundo incidente ocorreu nas águas do Índico. As equipas de socorro encontram-se no local para tentar salvar mais de cem baleias cabeça-de-melão, uma espécie de golfinho, que ficaram presas na Baía de Loza, no noroeste da ilha de Madagáscar.
Assim sendo, apenas no espaço de uma semana, pelo menos 55 destes animais morreram e 22 foram salvos, segundo confirmaram agências de conservação às agências internacionais.
O primeiro animal ficou preso na baía no final de Maio e a primeira morte aconteceu três dias depois, informou a televisão “BBC”. A baleia cabeça-de-melão, designada por Peponocephala electra, encontra-se em águas tropicais, mas é pouco vista pelos humanos, uma vez que prefere águas mais profundas.
No entanto, na Baía de Loza, estas condições essenciais não existem. Esta baía consiste num estuário com uma garganta de dez quilómetros e menos de dez metros de profundidade.
De acordo com a “BBC”, a baía onde as baleias ficaram retidas fica perto de uma zona onde a ExxonMobil está a realizar uma prospecção, mas a companhia petrolífera recusa qualquer ligação ao caso, uma vez que a prospecção em causa estava a ser realizada a uma distância de 50 quilómetros da Baía de Loza.
A empresa norte-americana assegura ter iniciado os trabalhos de prospecção já depois de a primeira baleia ter dado à costa, mas, mesmo assim, decidiu suspender as operações.