Especial Parasitologia

Parasitas: o que há de novo na indústria farmacêutica

Parasitas: o que há de novo na indústria farmacêutica

A estação mais quente do ano esconde vários perigos para os animais de companhia. Com a entrada no verão, fomos saber que novidades há no mundo da parasitologia e revelamos-lhe o que há de novo na indústria farmacêutica para o controlo de doenças parasitárias.

Coleira antiparasitária – A Virbac de Portugal lançou, no fim de fevereiro, um novo produto para a área de parasitologia. “Prevendog® é um medicamento que pertence à categoria dos antiparasitários externos. A Virbac disponibiliza assim uma gama completa, no plano da prevenção, com a vacina Canileish®, o spot-on Effitix®, e agora, a coleira Prevendog®; para diagnóstico, com o Speed Leish K, e quanto ao tratamento, com o Milteforan®”, revela Raquel Mesquita, product manager companion animals & sales and marketing manager petfood. A nova coleira antiparasitária “providencia um efeito repelente contra os flebótomos, sendo também eficaz na proteção contra as picadas de mosquitos e carraças”.

Solução oral para exóticos – A Ecuphar anuncia o registo para exóticos do Telmin® 20ml/ml solução oral. Com a substância ativa mebendazol 20mg, este produto está indicado “para o tratamento de infestações causadas por nemátodes gastrointestinais e cestodes em cães e gatos, e engloba agora também as espécies exóticas: coelhos e roedores, ratos, hamsters e gerbilos. O mebendazol é um anti-helmíntico benzimidazólico que se diferencia dos outros benzimidazóis porque interfere no metabolismo energético dos parasitas, inibindo o transporte da glucose”, refere a médica veterinária e product manager Raquel Mira.

Ainda dentro da família de desparasitantes, a responsável destaca o Flubenol® Pasta Oral, cuja substância ativa é o flubendazol 44mg, indicado no tratamento de infestações causadas pelos nemátodos gastrointestinais e cestodes em cães e gatos. “Pode ser administrado em cachorros, ao oitavo dia, e em gatinhos, na sexta semana, devendo a sua aplicação ser repetida de dois em dois ou de três em três meses e antes da vacinação.”

Desparasitante para gatos – A MSD Animal Health lançou, no início de abril deste ano, o Bravecto® Plus, um desparasitante para gatos, cujas substâncias ativas são o fluralaner e a moxidectina. “Trata-se de um desparasitante interno e externo que mantém o benefício da longa ação de 12 semanas contra pulgas e carraças, já conhecido de Bravecto®, ao qual se adicionam as indicações para o tratamento de nemátodes (Toxocara e Ancylostoma) e a prevenção da dirofilariose”, explica Teresa Cabrita, product manager companion animals business unit.

A gama Bravecto® é composta por quatro produtos, o Bravecto® Chew para cão, o Bravecto® Spot On Gato, o Bravecto® Spot On Cão e agora Bravecto® Plus para gatos. “O portefólio é suportado por 155 ensaios clínicos que originaram mais de 80 publicações científicas.” A MSD Animal Health continua a investir em investigação e no desenvolvimento dentro do franchise desta marca, pelo que se perspetivam novos lançamentos no futuro. A farmacêutica considera que este novo produto pode ajudar os médicos veterinários a sensibilizar melhor os tutores de gatos para a desparasitação externa e interna, assim como para a medicina preventiva no geral.

Desparasitar sem produtos químicos – O laboratório farmacêutico veterinário AB7 Santé é uma empresa familiar fundada há mais de 40 anos, baseada em valores que incluem a inovação como fator de diferenciação e representada em Portugal pela Procasa. Jean-Pierre Lautier, diretor-geral delegado da AB7 Santé, defende que “os produtos antiparasitários repelentes de origem vegetal são uma excelente alternativa aos inseticidas de origem sintética (químicos)”. Apesar de serem muito recentes no mercado em comparação com outros produtos inseticidas, usados há dezenas de anos, o responsável considera que os consumidores são hoje mais atentos a tudo o que sejam soluções respeitadoras dos animais, dos seus donos e do meio ambiente.

Com as marcas Pilou Repul7®, Zoostar® e Alzoo®, e através de outras empresas farmacêuticas, a AB7 Santé desenvolve inúmeros produtos de controlo de parasitas para animais de companhia, principalmente à base de ativos derivados de plantas. “Os repelentes de origem vegetal são fáceis de usar. Não necessitam de prescrição veterinária e não apresentam os efeitos colaterais de produtos injetáveis ou comprimidos. Além disso, não são mais caros do que os produtos inseticidas químicos de referência”, explica o responsável.

Apesar da evolução dos últimos anos, sobretudo graças ao impulso de centros de investigação, como o da AB7 Santé, estes produtos estão sujeitos a “regulamentações exigentes, que fizeram retirar do mercado uma série de produtos ineficientes que causaram descrédito aos repelentes de origem vegetal”. Jean-Pierre Lautier considera que “é preciso fazer um trabalho pedagógico com os utilizadores, com a finalidade de lhes mostrar o desempenho, as vantagens e os benefícios que os produtos repelentes de origem vegetal podem representar, porque são benéficos para os animais, para os humanos e para o meio ambiente”.

Leia a terceira parte deste Especial amanhã (27 de junho de 2019)