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Organizações veterinárias recordam os perigos da não vacinação dos animais

Para celebrar o Dia Mundial da Vacinação Animal, que se comemorou no passado dia 20 de abril, várias organizações do setor da saúde animal e veterinárias uniram-se para recordar a sociedade civil da importância da vacinação dos animais. De acordo com estas organizações, a crescente tendência de questionar a necessidade de vacinação de animais, sobretudo na Europa, está a permitir o desenvolvimento de doenças mortais que afetam não só os animais, mas também as pessoas.

Só no Reino Unido, os médicos veterinários reportaram uma quebra na taxa de vacinação de cães e gatos de cerca de 7% entre 2011 e 2017. Segundo as principais organizações de saúde animal, isto significa que os animais de companhia podem estar novamente me risco de desenvolver doenças mortais.

Roxane Feller, Secretária Geral da AnimalhealthEurope, sublinha que “quando sabemos que, noutras partes do mundo, aproximadamente 60 mil pessoas morrem todos os anos por causa da raiva, na sua maioria proveniente de cães, esta atitude face à vacinação na Europa é uma preocupação grave.  As vacinas são ferramentas de grande êxito na prevenção de doenças tanto em animais como nas pessoas, contudo, a falta de uma verdadeira compreensão de como funcionam pode pôr em risco a população, que pode ser ameaçada de novo com doenças mortais”.

Wolfgang Dohne, Presidente da Federação Veterinária de Animais de Companhia na Europa (FECAVA), acrescenta que “a maioria dos tutores de animais de companhia estão conscientes da importância das vacinas e seguem os conselhos dos veterinários. Contudo, a informação errada, as preocupações sobre os custos, a influência exercida por pessoas ‘não especialistas’ [1] e o aumento dos chamados ‘tratamentos homeopáticos’ são fatores que contribuem para diminuir as taxas de vacinação em muitos países europeus”.