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Madagáscar: Pesquisa define novas áreas de conservação

Foi assim definida, segundo citou o “Público”, a riqueza e saúde de 2.315 espécies, divididas em formigas, borboletas, rãs, gecos, lémures e plantas, sendo que este artigo dá resposta ao pedido feito pelo presidente Marc Ravalomanana, em 2003, quando solicitou à comunidade científica internacional que definisse os locais de maior importância de conservação para triplicar a área protegida de Madagáscar para 10%.
Cerca de 80% das espécies em Madagáscar só existem nesta ilha. «Historicamente, os planos de conservação focaram-se em proteger uma espécie ou um grupo de espécies de cada vez», explicou Claire Kremen, num comunicado da Universidade de York. Para a co-autora do artigo, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esta abordagem não é eficiente no combate à extinção das espécies. A partir de tecnologias e algoritmos novos, os investigadores relacionaram as espécies e os seus habitats para definir as áreas mais ricas em biodiversidade, dando prioridade a espécies mais ameaçadas ou em que o número de exemplares tivesse diminuído de uma forma drástica.
«Combinando uma enorme quantidade de informação com os programas de software mais recentes, podemos identificar as prioridades a nível de conservação com alto grau de precisão», explicou Alison Cameron, co-autora do artigo.
Algumas conclusões definem a planície central e as orlas florestais da costa de Madagáscar como áreas a serem protegidas. Essas zonas têm sido negligenciadas por terem menos floresta, mas o maior foco de espécies endémicas torna-as importantes. Cerca de 50% das plantas e entre 71 e 82% dos animais vertebrados estão concentrados em locais que cobrem apenas 2,3% da área terrestre do planeta. De acordo com Alison Cameron, o mais importante «é que podemos exportar este modelo para outras áreas críticas de conservação».