Animais de companhia

Europa deve rever o risco ambiental de parasiticidas

Europa deve rever o risco ambiental de parasiticidas

A Agência Europeia de Medicamentos elaborou um documento sobre o impacto ambiental dos parasiticidas nos animais de companhia e acordou lançar informação sobre farmacovigilância com maior regularidade.

O Comité dos Medicamentos para Uso Veterinário (CVMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) realizou uma reunião entre 21 e 23 de fevereiro, na qual decidiu adotar um documento sobre a avaliação dos riscos ambientais dos medicamentos veterinários parasiticidas utilizados em animais de companhia. O documento terá um período de consulta pública de seis meses.

O objetivo é analisar o impacto destes produtos no ambiente, avaliar os riscos ambientais e a eventual necessidade de medidas para atenuar os riscos que sejam possivelmente identificados.

O Comité deu ainda parecer positivo a um pedido de alteração de tipo II para o medicamento Bravecto (fluralaner) da MSD Animal Health, por forma a reduzir a idade mínima dos animais que o podem tomar.

Por sua vez, foram renovadas as autorizações de introdução no mercado de dois medicamentos, incluindo o Novaquin da Dechra.

Depois de reavaliar a relação risco-benefício destes produtos, o Comité concluiu que a qualidade, a segurança e a eficácia continuam a ser adequadamente demonstradas, pelo que recomendou a renovação das autorizações de colocação no mercado.

Foi ainda acordado o registo de duas novas substâncias à base de poliéster e polietileno na lista de substâncias consideradas não abrangidas pelo âmbito de aplicação do regulamento no que respeita aos excipientes.

A decisão surgiu na sequência da análise dos pedidos apresentados pelo comité, em conformidade com as orientações pertinentes do CVMP e prevê-se que o documento seja publicado online.

O comité analisou os relatórios periódicos de segurança (PSUR) de seis medicamentos veterinários, incluindo o ferro Baycox da Bayer Animal Health, o Improvac, o SevoFlo e o Suvaxyn da Zoetis, e concluiu que não eram necessárias novas medidas ou alterações às informações dos mesmos.

A EMA tinha adotado, recentemente, o boletim público sobre farmacovigilância veterinária para 2019, que resume as atividades da Agência em matéria de farmacovigilância dos medicamentos veterinários durante o ano anterior.

Agora foi também aprovado o desenvolvimento de um documento adicional que incluirá a lista atualizada de ações regulamentares acordadas pelo Comité. O documento será atualizado e publicado no site da Agência após cada reunião do Comité.

Ainda, o Conselho de Administração da EMA, na reunião que decorreu a 19 de março de 2020, adotou alterações ao atual Regulamento Interno dos Comités Científicos e do Conselho de Administração.