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Cursos de Medicina Veterinária com as mesmas vagas do último ano letivo

Foi esta quarta-feira (17 de julho) aberto o concurso nacional de acesso ao ensino superior público. Os dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) indicam que, para o próximo ano letivo, estão disponíveis 50 860 vagas. Nos cursos de Medicina Veterinária o número de vagas é este ano igual ao do último letivo.

Na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, estão abertas 109 vagas para o mestrado integrado de Medicina Veterinária. Em segundo lugar, surge a Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com 82 vagas para o mestrado integrado de Medicina Veterinária e, em terceiro lugar, fica o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, com 56 vagas. O ranking fecha com a Escola de Ciências e Tecnologias da Universidade de Évora, com 55 vagas disponíveis para o mestrado integrado em Medicina Veterinária.

Há ainda 15 vagas abertas para o curso de Preparatório para o mestrado integrado em Medicina Veterinária na Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores.

A Universidade de Évora tem ainda um curso de licenciatura em Ciência e Tecnologia Animal, com 35 vagas abertas para o próximo ano letivo, assim como a Escola Superior Agrária de Viseu, do Instituto Politécnico de Viseu, com 25 vagas disponíveis.

Há vários anos que a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) pede uma redução [1] do número total de vagas disponíveis para os cursos de mestrado integrado em Medicina Veterinária. Jorge Cid, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, disse inclusive que “é cada vez mais difícil ter-se emprego em Portugal nesta profissão” [2] e que a existência de seis faculdades de medicina veterinária no País “é incomportável”.

De acordo com o bastonário, a única saída para alguns destes jovens profissionais [3] “é ir trabalhar para o estrangeiro, nomeadamente para Inglaterra”. A tudo isto, acresce ainda o facto de “a grande maioria dos estudantes querer seguir a área de animais de companhia [4]”, tem defendido Jorge Cid.