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Canil da Nazaré sem capacidade para recolher mais animais

Canil da Nazaré sem capacidade para recolher mais animais

O Centro de Recolha Oficial (CRO) da Nazaré está lotado e já não tem capacidade para acolher mais animais. Em declarações à agência Lusa, o vereador do Ambiente da autarquia, Orlando Rodrigues, defende que são necessárias mais medidas punitivas para quem abandona ou maltrata animais.

Orlando Rodrigues revela ainda que, neste momento, o município está impossibilitado “de dar resposta a mais situações de abandono ou maus-tratos”, uma vez que o canil, com cerca de 15 anos, “encontra-se lotado, com 95 cães recolhidos”.

Recorde-se que em setembro de 2018 entrou em vigor a legislação que proíbe o abate de animais como medida de controlo da população, o que está a levar muitos CRO a reportarem situações de limite da sua capacidade. A Ordem dos Médicos Veterinários já veio, entretanto, defender medidas de adaptação a esta nova realidade, já que muitos dos canis do País estão sobrelotados.

De acordo com o vereador do Ambiente da autarquia da Nazaré, a sobrelotação dos canis “é um problema que já acontece ou que irá acontecer em muitos outros municípios do País, devido à falta de civismo e às ações criminosas de quem abandona e maltrata animais, sem ser punido por isso”. Orlando Rodrigues acrescentou ainda: “Sem medidas de punição efetivas, não haverá canis municipais que consigam responder a este flagelo.”

À Lusa, o membro do Executivo da Nazaré revela ainda que, nos últimos anos, a autarquia investiu cerca de 15 mil euros em obras de expansão e melhoria das condições do canil municipal, que estão orçadas em cerca de 40 mil euros e que vão permitir aumentar a capacidade da unidade para 120 animais.

Outra das medidas já em marcha no município é uma campanha de adoção, através de uma plataforma com fotografias de todos os cães “vacinados, esterilizados e ‘chipados’, disponíveis para serem adotados”. Além disso, estão já a decorrer “ações de controlo de colónias de gatos, através de esterilização”, e este animais passarão também a contar com uma zona de acolhimento quando estiver concluída a remodelação do CRO, conclui Orlando Rodrigues.