Aves migratórias: Época de caça já arrancou

Chumbo coloca em risco aves aquáticas

A época da caça às aves migratórias abriu, no dia 15 de Agosto, para os cerca de 54 mil caçadores que solicitaram a respectiva licença. Para esta época, o Ministério da Agricultura comunicou que mais de metade das licenças foram emitidas através da utilização do Multibanco.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, noticiados pela “Lusa”, de entre os mais de 300 mil titulares de carta de caçador válida existentes em Portugal, 53.753 pediram o licenciamento para esta época venatória, sendo que 26.332 possuem licença de caça nacional e 27.421 têm licença de caça regional.
Do total de licenças emitidas até àquela data (15 de Agosto), mais de metade (37.619) foram obtidas pelos caçadores através da rede Multibanco (19.086 nacionais e 18.533 regionais), sistema que entrou em funcionamento no início de Junho.
As restantes 16.134 (7.246 nacionais e 8.888 regionais) foram adquiridas junto dos serviços da Direcção-Geral de Recursos Florestais, revelou o Ministério.
A partir da referida data, os caçadores encontram-se autorizados a disparar a sete espécies migratórias, em terrenos ordenados e não ordenados, nomeadamente à rola-comum, pombo-bravo, pombo-torcaz, pombo-da-rocha, galinha-d'água, patos e galeirões.
Associações ambientalistas criticam calendário venatório
Na véspera da abertura da época de caça, duas associações ambientalistas – a Liga para a Protecção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves –, alertaram para o calendário venatório que consideram pôr «em risco a gestão sustentável» dos recursos cinegéticos.
Ambas as associações criticam o «aumento dos dias de caça e do limite diário de abate por caçador para algumas espécies», alegando que «violam as normas definidas pela Comissão Europeia e a Iniciativa para a Caça Sustentável».
Face a estas críticas, o Ministério defendeu-se, garantindo que a elaboração do calendário venatório teve em conta a «análise de diferentes factores (…) balizados pela legislação comunitária e nacional».