Animais de Companhia

APMVEAC reage a críticas à DGAV e lamenta demissão de diretor-geral

APMVEAC reage a críticas à DGAV e lamenta demissão de diretor-geral

A Associação Portuguesa de Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia (APMVEAC) manifestou, através de comunicado, a sua “profunda preocupação” em relação às declarações enunciadas contra a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e lamenta a demissão do seu diretor-geral.

“De forma análoga ao que acontece nos outros países da UE, a DGAV deve continuar a ser a Autoridade Sanitária Veterinária Nacional, devendo ser mantida sob a sua alçada a proteção e bem-estar dos animais de companhia. Apelamos ao reforço de recursos humanos e matérias para poder garantir estas funções e reverter o retrocesso causado por muitos anos de desinvestimento”, defende a associação no referido comunicado.

A APMVEAC junta-se assim à Ordem dos Médicos Veterinários, Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios e à Associação Nacional de Médicos Veterinários de Equinos, que manifestaram publicamente o seu desagrado pelas críticas do primeiro-ministro, saindo em defesa da DGAV.

Fernando Bernardo, diretor-geral da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) desde 2016, apresentou a demissão à ministra da Agricultura, que foi confirmada ontem pela tutela.

As razões da demissão não foram confirmadas formalmente, contudo, surgem depois de a DGAV ter sido criticada pelo primeiro-ministro, António Costa, que afirmou que a entidade não tem revelado competência para a proteção de animais de companhia.

A APMVEAC refere ainda que os médicos veterinários de animais de companhia estão “especialmente capacitados e vocacionados para identificar e lidar com situações de proteção e bem-estar animal”, acrescentando que a própria associação inclui um Grupo de Trabalho especializado nesta área: o Grupo de Interesse Especial em Comportamento e Bem-Estar Animal (GIECBA)”.

Por fim, no comunicado, a associação disponibiliza-se para, em conjunto com a OMV, o Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV) e outras associações da classe, dar apoio e aconselhamento técnico à tutela e ao poder político (Governo e AR) para estabelecer um diagnóstico objetivo da situação a nível nacional e reencontrar o rumo necessário para lidar com esta crise com base na ciência e racionalidade.