Médicos Veterinários

APMVEAC divulga ToolKit informativo sobre Covid-19

APMVEAC divulga ToolKit informativo sobre Covid-19

A APMVEAC – Associação Portuguesa de Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia anunciou que irá compilar e divulgar regularmente, em colaboração com a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), informação fidedigna de fontes oficiais sobre a Covid-19 junto dos seus associados. O objetivo é auxiliar os médicos veterinários de animais de companhia e apoiar a comunicação com os seus clientes e público em geral.

Assim, a associação compilou várias fontes de informação sobre a Covid-19 e animais; medidas de apoio para funcionários, trabalhadores independentes e empregadores; situação epidemiológica e medidas de prevenção para a população geral e empresas (CAMV – Centros de Atendimento Médico-Veterinário); recomendações para CAMV [ver imagem] e ações de apoio por parte dos médicos veterinários de animais de companhia. A informação está disponível no site da APMVEAC. 

No âmbito das ações de apoio por parte dos médicos veterinários de animais de companhia, destaca-se a ação de cedência de equipamentos (ventiladores, concentradores de oxigénio) e voluntariado. Para mais informações deverá contactar a OMV, através do e-mail omv@omv.pt

A APMVEAC solicitou aos seus associados que, devido aos condicionamentos atuais, todos os contactos fossem realizados através do email apmveac@apmveac.pt e avisou que os eventos de formação previstos para março e abril de 2020 foram temporariamente adiados.

A APMVEAC apelou ainda aos médicos veterinários que, como parte integrante do conceito “One Health”, promovessem o uso racional de equipamentos de proteção individual, como luvas ou máscaras, a fim de evitar situações de carência em locais e pessoas que precisam destes.

Recomendações de atuação para médicos veterinários durante o período de exceção da pandemia Covid-19:
Como princípio geral de atuação, deve apelar-se ao profissionalismo do médico veterinário (MV), para que atue com base na evidência científica e na boa-fé, aplicando o senso comum para discriminar quais os casos que requerem atenção imprescindível para a salvaguarda da vida e do bem-estar do animal, assim como da saúde pública.
Recomendações para médicos veterinários de animais de companhia

  • Nos CAMV, realizar preferencialmente apenas atendimento (incluindo casos de urgência e recolha de encomendas de medicamentos ou alimentos) mediante marcação prévia e autorização do diretor clínico ou MV responsável.
  • Deverá ser considerada situação de urgência todos os casos em que (pelo seu carácter e progressão) o atendimento que não se possa adiar, por forma a evitar a dor e o sofrimento de animal, sempre de acordo com o critério do MV.
  • Os CAMV colocarão à disposição dos seus clientes e detentores de animais dispensador de produto desinfetante para o seu uso.
  • Devem evitar-se as acumulações de pessoas na sala de espera, respeitando escrupulosamente as distâncias recomendadas. Não permanecerão na sala de espera mais pessoas do que as dimensões da mesma permitam, tendo em conta as medidas de prevenção recomendadas.
  • A porta de entrada do CAMV deverá permanecer fechada, sendo aberta apenas para a entrada e saída de clientes com marcação prévia. Deve utilizar-se gel desinfetante para a higiene das mãos ao entrar e ao sair do CAMV.
  • O animal deve ser acompanhado ao CAMV por apenas uma pessoa, a qual não pode ser positiva a SARS-Cov-2 nem apresentar sintomas de Covid-19.
  • Proceder-se-á diariamente à desinfeção de todas as instalações do CAMV, assim como quando as circunstâncias o aconselhem.
  • O MV deve observar rigorosamente as medidas de autoproteção, seguindo e recomendando as medidas de higiene geral, como higiene das mãos, sequência de colocação de equipamento de proteção individual (quando necessário) e limpeza e desinfeção de equipamentos e superfícies com os desinfetantes designados nos protocolos de cada CAMV.
  • Restringir todas as visitas de pessoas externas às respetivas equipas (delegados de informação médica, fornecedores, estagiários, etc.).
  • Nas estruturas que pela sua dimensão assim o permitam e justifiquem, sugerimos ainda a redução de equipas com rotatividade nos locais de trabalho, a fim de evitar contágios entre os próprios profissionais.
  • Nos casos de clínica ambulatória – animais de companhia – devem evitar-se quaisquer deslocações que não visem o atendimento de casos de especial urgência ou necessidade, avaliadas pelo MV responsável tal como referido anteriormente. Casos de exceção deverão ser aqueles em que esteja em causa a vida de um animal, para evitar sofrimento desnecessário e inaceitável e que seja impossível o seu transporte até ao CAMV.
  • Nas deslocações de clínica ambulatória ou aos próprios CAMV, é indispensável levar consigo a cédula profissional da OMV, que acredita o MV como agente sanitário.
  • Recomendamos reduzir ao mínimo os atendimentos ao domicílio.