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Animais sem identificação custam 110 M€ a associações de proteção animal espanholas

Um estudo da Fundação Daina, da Sociedade Protetora de Animais de Mataró, em Espanha, estima que as associações de proteção animal espanholas tenham tido custos de 110 milhões de euros, num período de cinco anos (2013-2017), com o acolhimento de cães e gatos sem microchip de identificação [1]. Só as instituições da Catalunha tiveram um gasto de 1,9 milhões de euros, neste período, com o acolhimento de animais de companhia não identificados.

De acordo com o portal Animal’s Health, o estudo da organização diz respeito a uma amostra de 7 775 cães e gatos recolhidos no período em análise e indica que a não identificação dos animais condiciona o número de dias de permanência nos centros de acolhimento, aumentando os gastos das associações de proteção animal com manutenção das instalações, recursos e tempo do pessoal.

Além disso, o estudo demonstra que cada cão sem microchip exige mais 162,83 euros de gastos comparativamente aos cães com identificação e que os animais sem microchip exigem um gasto 1 628 280,33 euros por ano, enquanto os animais identificados exigem um gasto anual de 263 326,02 euros a estas instituições.

Importa ainda referir que, segundo o estudo, em 90% dos casos de animais que não estão identificados, o tutor nunca aparece, o que explica os elevados custos das associações que fazem a sua recolha e acolhimento. No caso dos animais identificados com microchip, 85% são recuperados pelos tutores num período de cinco dias após a recolha.

O estudo diz também que, desde 2013, o número de cães identificados em Espanha tem vindo a cair, passando de 46,59%, para 40,58% em 2017. No caso dos gatos, em 2017, 98,11% não estavam identificados. A publicação espanhola La Vanguardia estima que se todos os animais encontrados nas ruas de Espanha levassem microchip de identificação, os cofres destas instituições conseguiriam uma poupança de 60 milhões de euros.