Medicina Veterinária

12 Nervos Cranianos do Cão: a nova aposta do ilustrador Diogo Guerra

O ilustrador científico Diogo Guerra acaba de lançar um novo poster, desta feita sobre os ‘12 Nervos Cranianos do Cão’. Um produto científico novo que servirá de material de estudo tanto das funções, como características anatómicas do crânio canino. A VETERINÁRIA ATUAL voltou a falar com o ilustrador com formação veterinária para conhecer este novo trabalho.

“A ideia para este poster surgiu ainda enquanto integrava a equipa do Departamento Gráfico da Faculdade de Medicina Veterinária de Zurique. Juntamente com outras duas colegas ilustradoras, Jeanne Peter e Oxana Kaunova, decidimos que queríamos ter um papel mais ativo na criação de materiais didáticos para o mundo da veterinária, que passasse por ideias nossas e não de comissões externas”, explica.

O facto de acreditarem que um poster desta natureza seria “um produto com muito potencial” levou-os a avançar. “Existe ainda pouco trabalho feito no âmbito da Neurologia Veterinária e sobretudo pouco trabalho que prime não só pela ilustração de qualidade, mas também pelo design. E daí surgiu a ideia de criar um produto que fosse completo a nível científico, mas que primasse pelo aspeto visual. Os nervos cranianos e as suas funções são uma temática base em Neurologia para a qual existiam já alguns gráficos e tabelas, mas que sentíamos não serem bem-sucedidos. Queríamos algo que desse gosto de observar, que estimulasse a memória visual e pudesse, em última instância, ser usado não só como material de estudo, mas também como material decorativo”, acrescenta.

Além disso, de acordo com Diogo Guerra, a Neurologia “é um tema bastante complexo onde muitos veterinários, estudantes e mesmo os já formados têm dificuldades. A ideia é ser transversal a todos os sectores. Pode ser usado como material de estudo base ou como simples auxiliar de memória para ter afixado no consultório enquanto se testam os reflexos de um paciente.”

Sobre a decoração dos CAMV em Portugal com recurso a posters científicos, refere que “já se começa a fazer alguma coisa.” No entanto, acredita que “estamos obviamente sempre limitados à oferta. Sei de colegas e amigos de medicina humana que decoram alguns dos seus gabinetes com arte mais ou menos científica relativa às suas especialidades. Sempre achei piada a isso. No caso da Medicina Veterinária, e não creio ser um problema do nosso país, há ainda poucos materiais de qualidade, mas espero que seja uma situação a corrigir no futuro. Aliás, o lançamento deste poster coincide com o alargamento do meu serviço de ilustração ao design de posters científicos e para-científicos”.

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