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Animais de Produção

Risco elevado em França para o vírus influenza

Edição genética pode ajudar a criar aves resistentes à gripe aviária

Há 46 regiões em França que estão em situação de “risco elevado” por causa do vírus influenza, que pode ser transmitido às aves domésticas através das migratórias, depois de terem sido registados, recentemente, vários casos noutros países europeus. Estes animais têm de ficar confinados durante o período de alerta, para que seja evitado o regresso do vírus que provoca a gripe das aves.

Entre os territórios abrangidos estão aqueles conhecidos pela sua produção de foie gras (fígado de ganso ou pato), como Landes ou Le Gers.

Apesar dos alertas, neste momento, não há em França qualquer caso deste vírus, que não representa grande perigo para humanos, apesar de ser altamente contagioso entre as aves.

Desde janeiro de 2018 e até ao final de outubro deste ano, o risco de contágio por gripe das aves era considerado “mínimo”, mas agora foi elevado para “moderado” em toda a França, à exceção das 46 regiões onde é “elevado”.

O risco “elevado” faz com que sejam introduzidas medidas de proteção reforçadas, incluindo a obrigação de manter os animais que habitualmente se encontram ao ar livre, em espaços fechados, ou protegidos por redes que impeçam o contacto com as aves selvagens. As regras aplicam-se, tanto a criadores profissionais, como a particulares.

Em declarações à agência AFP, Anne Richard, diretora da Associação Nacional Interprofissional da Criação de Aves (Anvol), admite que os produtores “não estão surpreendidos” com este alerta, “dado o desenvolvimento noutros países europeus”.

“Estamos muito melhor preparados do que nas vezes anteriores”, acrescentou a responsável, frisando que tem existido “muito investimento e formações em biossegurança”.

O decreto divulgado ontem pelo Ministério francês da Agricultura explica que o Governo teve em consideração “a evolução pouco favorável na Europa no que diz respeito ao vírus que provoca a gripe das aves”, referindo-se aos surtos que existiram na Rússia e no Cazaquistão durante o Verão e os recentes casos nos Países Baixos.

“Desde então, originou-se uma dinâmica de infeções que levou a um surto numa criação de galinhas nos Países Baixos, assim como a outros 13 casos em aves selvagens na Alemanha. A 3 de novembro, também o Reino Unido declarou um primeiro surto no norte do país”, justifica o Ministério.

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