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Quase 50% dos médicos veterinários britânicos quer maior flexibilidade no trabalho

A British Veterinary Association (BVA [1]) está a incentivar as equipas veterinárias a abraçar o trabalho flexível, uma vez que novas estatísticas mostram que 44% dos médicos veterinários [2] gostaria de trabalhar com maior flexibilidade.

De acordo com o portal Animalshealth [3], a BVA lançou uma campanha nesse sentido, face à escassez de profissionais que o setor enfrenta no Reino Unido. Os dados do inquérito Voice of the Veterinary Profession Autumn 2021 mostram que os níveis de trabalho flexível aumentaram na profissão nos últimos anos, saltando de 44% em 2019 para 50% em 2021.

 

Entre os que não trabalham de forma flexível, 53% gostariam de fazê-lo. Mesmo entre aqueles que já trabalham de forma flexível, 36% gostariam de ter ainda mais flexibilidade.

A razão mais comum que os médicos veterinários deram para querer trabalhar desta forma foi ter mais tempo para atividades de lazer (56%). Já 50% citaram necessidades face ao estilo de vida. Outras razões populares foram a saúde (28%), o tempo para o desenvolvimento profissional (22%) e o tempo para o trabalho voluntário (16%).

 

O tipo de flexibilidade também varia: O mais procurado era simplesmente trabalhar a tempo parcial (31%), seguido de trabalhar em casa (16%), horários de trabalho flexíveis (13%) e de horário intensivo (5%).

“Os dados mostram claramente que existe uma elevada procura de uma maior flexibilidade nas horas de trabalho, nomeadamente na prática clínica, onde os empregadores têm sido bastante relutantes em explorar esta opção. Entendemos que a flexibilização pode colocar problemas, mas esperamos mostrar que não são insuperáveis”, declara o vice-presidente júnior da BVA, Malcolm Morley.

 

“É fundamental que a profissão reconheça que modelos de trabalho rígidos contribuem para a falta de retenção; o reconhecimento é o primeiro passo para encontrar uma solução. Abraçar os avanços no trabalho flexível pode aumentar a satisfação para muitos membros da equipa e, em última análise, melhorar a retenção”, conclui.