Animais selvagens

O tucano Pirata recebeu um novo bico no Zoo de Brasília

Um tucano do Zoo de Brasília, capital do Brasil, recebeu uma nova prótese de resina fotossensível em 3D para o seu bico inferior partido.

Esta não é a primeira vez que o Pirata, assim se chama a ave, recebe uma prótese para o bico. O animal havia passado pelo mesmo procedimento em 2016, mas ganhou agora “uma nova prótese mais moderna, mais leve e mais resistente”, afirmou fonte do Zoo em comunicado.

A cirurgia foi realizada no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília e durou cerca de duas horas. Foi realizada por uma equipa de três veterinários e por um engenheiro mecânico, responsável pela impressão da prótese. O novo ‘bico’ vai ajudar a ave a alimentar-se, visto que esta já estava com dificuldades em comer com a prótese antiga, revelou a equipa.

“Essa prótese foi feita para encaixar perfeitamente, além de ser bem mais leve em relação a anterior. Fizemos um pré-design com uma prótese de plástico e molde de gesso que nos levou à prótese definitiva”, explica o engenheiro mecânico responsável pela peça, Thiago Hirano.

Até chegar à versão final da prótese, a equipa realizou vários estudos e exames para produzir um bico de melhor qualidade. Durante a cirurgia, o Pirata foi assistido por dois médicos veterinários anestesistas, Lais Velloso e Jairo Santos, que monitorizaram os sinais vitais do tucano durante o procedimento.

“Limpámos bem a região onde foi encaixada a prótese e utilizámos um fio de cerclagem para fixá-la melhor no bico. Também preenchemos os espaços com resina acrílica para maior fixação”, conta a médica veterinária especializada em odontologia, Maria Eduarda Fontella.

No comunicado, a equipa revela ainda que a recuperação do animal foi praticamente imediata, “devido ao seu metabolismo acelerado”.

E segundo Nicolas Costa, médico veterinário e gerente da clínica do Zoo de Brasília, o Pirata adaptou-se bem ao novo bico. “Depois do retorno anestésico do animal, observámos que ele estava em estação [de pé] e com comportamento normal para a espécie. Ele comeu a alimentação que nós havíamos disponibilizado. Ele teve uma melhoria significativa, já estava com bico novo e conseguindo comer poucos minutos depois do procedimento.”