Investigação

Imunossupressor rapamicina pode aumentar a vida dos cães

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O imunossupressor rapamicina prolongou a longevidade média de ratos até 14%, segundo estudos preliminares realizados por cientistas do Dog Aging Project, um projeto de investigação das universidades A&M, no Texas, e de Washington, nos EUA, que pretende recolher e analisar dados sobre o envelhecimento canino. Agora, novos testes vão avaliar a sua eficácia em cães e outros mamíferos.

O medicamento rapamicina foi desenvolvido para diminuir os riscos de rejeição de órgãos transplantados em humanos e parece poder ajudar os cães a terem maior longevidade. O Dog Aging Project tem como objetivo estudar de que forma os genes, o estilo de vida e o ambiente influenciam o envelhecimento dos animais.

Kate Creevy, médica veterinária e uma das líderes do projeto, pretende avaliar concretamente o envelhecimento dos cães, porque considera que “até agora ninguém se propôs a praticar a gerontologia [geriatria] canina”, afirma, citada pela publicação online Olhar Digital.

Em 2009, já o artigo Rapamycin Fed Late in Life Extends Lifespan in Genetically Heterogeneous Mice apontava que o medicamento poderia aumentar a longevidade de ratos domésticos de meia-idade entre 9% e 14%.

“Parece haver processos moleculares partilhados no processo de envelhecimento que atravessam muitos organismos diferentes”, afirma Matt Kaeberlein, professor da Universidade de Washington e um dos principais investigadores do projeto.

Em 2011, Kaeberlein juntou-se ao biólogo Daniel Promislow para investigar os efeitos dos tratamentos antienvelhecimento em cães, uma vez que para realizar o estudo em humanos seria necessária, pelo menos, uma geração.

Caso se verifique que o medicamento pode atrasar o aparecimento de cancros em golden retrievers e doenças cardíacas nos pinschers, o investigador afirma que é possível indicar que foram encontradas provas de que “existe uma biologia molecular do envelhecimento” comum em cães.