Uma nova investigação do Royal Veterinary College (RVC) revelou a frequência e os fatores de risco de osteossarcoma em raças de cães no Reino Unido. As conclusões indicam que o tumor ósseo é mais comum em cães de raça gigante, incluindo o Scottish Deerhound (3,28% de todos os cães afetados a cada ano), Leonberger (1,48%), Dogue Alemão (0,87%) e Rottweiler (0,84%).
Os resultados revelam um risco significativo de osteossarcoma por parte das raças de cães gigantes em comparação com cães de raça indefinida. Os Scottish Deerhound mostraram-se 118 vezes mais propensos a desenvolverem a doença do que os cães de raça indefinida, Leonbergers 56 vezes mais propensos, Dogues Alemães 34 vezes e Rottweilers 27 vezes.
O estudo também identificou as raças que apresentam um risco relativamente baixo em comparação com os de raça indefinida, entre eles encontram-se os Cocker Spaniel Inglês (x 0,18 vezes), Shih Tzus (x 0,12 vezes) e Jack Russell Terriers (x 0,05 vezes). O Royal Veterinary College reforça que as diferenças identificadas entre raças de alto e baixo risco podem ajudar a entender que a seleção de cães de tamanho corporal gigante assume-se como um dos principais fatores para o desenvolvimento de osteossarcoma em cães.
Liderado pelo programa VetCompass do RVC, o estudo utilizou registos clínicos veterinários e analisou uma amostra de 905.552 cães do Reino Unido durante o ano de 2016.
A pesquisa encontrou 331 casos de osteossarcoma na população, dando uma frequência de um ano de 0,037%, mostrando que o osteossarcoma não é comum em cães no geral. O aumento do peso corporal e o envelhecimento foram associados ao aumento do risco da doença; a idade média no momento do diagnóstico foi de 9,64 anos e o peso corporal médio dos cães afetados foi de 33,04 kg, em comparação com uma média de apenas 13,95 kg em cães sem osteossarcoma.


