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Dog Aging Project quer entender o envelhecimento dos cães

O Dog Aging Project [1], projeto fundado em 2018 por um geneticista da Universidade de Princeton (EUA), quer aprofundar o conhecimento sobre o “envelhecimento normal” dos cães. Em comunicado [2], a universidade explica que é geralmente aceite que os “dog years” [3] sejam aproximadamente sete vezes os dos humanos, mas que os especialistas da universidade consideram ser muito mais complicado.

Os cães de porte maior tendem a envelhecer mais rápido – talvez dez vezes mais rápido do que os humanos – enquanto as raças pequenas podem viver até aos 20 anos, com “dog years” cerca de cinco vezes superior aos dos humanos.

 

O Dog Aging Project está a desenvolver uma base de dados de código aberto, com detalhes de cães de todos os portes, raças e origens, de forma a permitir avaliar como um cão específico está a envelhecer e ser a base para uma investigação mais aprofundada sobre o envelhecimento saudável.

Num artigo publicado na revista científica Nature [4], os investigadores revelam que uma das vias de investigação vai passar pela análise do ADN de cães que possuem uma idade “excecional”.

 

“Estamos a sequenciar os genomas de 10 mil cães”, disse o membro da equipa de investigação, Joshua Akey.  “Este será um dos maiores conjuntos de dados genéticos alguma vez produzidos para cães, e será um recurso poderoso não só para entender o papel da genética no envelhecimento, mas também para responder a questões mais fundamentais sobre a história evolutiva e domesticação dos cães”, concluiu.

O projeto espera funcionar durante pelo menos 10 anos. Até à data, mais de 32 mil cães estão já envolvidos na investigação. Dentro de poucos meses, a equipa planeia abrir o seu conjunto de dados – totalmente anonimizado – para partilhar com cientistas de todo o mundo