Animais de Companhia

Colónias de animais: ANIMAL quer que animais estejam incluídos na “assistência a terceiros”

AAFP atualiza diretrizes sobre o retrovírus felino

A organização ANIMAL deu a conhecer a sua intenção de alargar a “assistência a terceiros” aos animais, para que seja permitida, nesta situação de estado de emergência, o tratamento de colónias de animais.  

A organização refere ter contactado, no início desta semana, e também durante o dia 18 de março, os grupos parlamentares, apelando a que fossem feitas as diligências necessárias no sentido de alertar o Governo sobre situações de vulnerabilidade nos animais. Além disto, a exposição terá também sido enviada ao diretor-geral de Alimentação e Veterinária, Fernando Duarte.

Para a ANIMAL é necessário que quem cuida de colónias de animais de rua, ou faz voluntariado em abrigos de animais, possa continuar a fazê-lo.

“É muito importante confirmar que a ‘assistência a terceiros’ permitida em estado de emergência possa incluir animais. Aguardamos respostas com urgência”, refere Rita Silva, presidente da ANIMAL, citada pelo Público.

A organização apelou também à estruturação de uma rede de contactos organizada para que caso alguém com animais ao seu cuidado se veja impossibilitado de tratar dos seus animais, devido a uma hospitalização ou isolamento obrigatório, possa ter a quem recorrer.

Anteriormente, também a Provedora dos Animais de Lisboa, Marisa Quaresma dos Reis, tinha emitido uma recomendação ao Governo por forma a evitar o surgimento de situações dramáticas.

A provedora relembrava que os detentores de animais poderiam ficar impedidos de prestar cuidados aos seus animais em situação de doença, tal como poderia acontecer a cuidadores de colónias de gatos.

“Muitos animais domésticos (animais de companhia e domesticados em geral, incluindo os de interesse pecuário) correm o risco de ficar isolados, sem acesso a água e alimento ou cuidados médico-veterinários urgentes por força de contaminação dos seus detentores por Covid-19”, explica a provedora.

“A situação poderá ser ainda mais grave se estiverem em locais com sérias probabilidades de infeção”, acrescenta.

O elevado número de abandonos de animais verificado na China, aquando do crescimento do surto é um dos motivos de preocupação de Marisa Reis.

Em Itália, por exemplo, os cuidadores de colónias estavam autorizados a sair para cuidar dos animais.

A Ordem dos Médicos Veterinários apelou também esta semana à disponibilização de alojamentos nos Centros de Recolha Oficiais (CRO) para os animais de pessoas infetadas com a doença e que não tenham amigos ou familiares com quem os deixar.