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Animais de produção

APIFVET recorda importância da prevenção das doenças animais no combate à fome

APIFVET: “Portugal era o único país sem uma associação da indústria de medicamentos veterinários”

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, que se celebra hoje, 16 de outubro, o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários (APIFVET), Jorge Moreira da Silva, quer relembrar “a importância da prevenção e do tratamento de doenças nos animais para consumo alimentar”.

Vinte por cento da produção animal para fins alimentares perde-se devido a doenças, na sua maioria, evitáveis. Garantir a saúde e o bem-estar dos animais é, por isso, uma “garantia de qualidade e segurança alimentar e uma forma de combate ao desperdício alimentar”, afirma o presidente da APIFVET.

Jorge Moreira da Silva esclarece ainda que o uso de medicamentos veterinários em animais para consumo não prejudica a saúde humana: “Ao reduzir a incidência de doenças nos animais de produção para consumo, que é aliás uma das formas de sustento de muitas famílias nos chamados países subdesenvolvidos, estamos a contribuir para o combate à fome e, por isso, várias entidades mundiais têm aproveitado esta efeméride para alertar para esta realidade e desmistificar a ideia de que o uso de medicamentos veterinários, alimentos complementares e biocidas em animais para consumo é prejudicial para a saúde humana.”

Como exemplo, o presidente da APIFVET refere a utilização de alimentos complementares nos animais, que considera importante já que, “tal como nós humanos, a sua correta utilização em animais é muitas vezes necessária para estimular a imunidade, garantindo a sua saúde e bem-estar”.

A APIFVET defende também a vacinação como uma das formas para combater a fome, que afeta cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo, entre as quais 161 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Segundo Jorge Moreira da Silva, a associação que dirige “revê-se” nas mensagens da Organização Mundial de Saúde Animal e parceiros, como a OMS e a Organização para a Agricultura e a Alimentação, instituições que defendem a importância de se “continuar a investir no desenvolvimento de novas vacinas, medicamentos e testes de diagnóstico, para reduzir as perdas por várias doenças em animais de produção para consumo”.

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