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Animais de Companhia

Alergias são uma das principais causas de realojamento dos gatos

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Os alergénios felinos encontram-se entre as principais causas de realojamento felino após a adoção: de acordo com o Purina Institute, um em cada cinco adultos, a nível mundial, sofre de alergias, acabando por limitar as suas interações com os seus gatos.

As mais recentes inovações científicas na área do maneio de alergénios felinos e da hidratação dos gatos estiveram em debate, no dia 8 de agosto, num simpósio digital organizado pelo Purina Institute, durante o Congresso da Sociedade Internacional de Medicina Felina, que decorre até 30 de setembro. O simpósio contou com mais de 3000 congressistas de vários países.

O programa incluiu ainda várias sessões interativas sobre a ligação humano-animal de companhia e o seu potencial de transformação da sociedade.

Para os que não tiveram a oportunidade de assistir em direto, poderão fazê-lo ainda, via registo no site da ISFM, até ao dia de hoje.

 Nova abordagem ao maneio de alergénios felinos

“As alergias são uma das principais causas de realojamento do gato”, confirmou Andrew Sparkes, médico veterinário especializado em medicina felina, durante a sua apresentação sobre o impacto das alergias de humanos a gatos.

O médico abordou o tema dos felinos e a sua ligação com o ser humano, afirmando que os alergénios felinos se encontram entre a terceira e a quinta causa principal de realojamento felino, de acordo com os estudos.

“Contudo, também foi demonstrado que apenas 20-30% dos tutores aceitam o conselho do seu médico, no que se refere a remover o gato de casa, em caso de alergia.”

Desistir de viver com o gato ou continuar a viver com ele quando se sofre de alergia são escolhas que podem ser “emocionalmente dolorosas” e que prejudicam a ligação entre os humanos e os animais de companhia.

De acordo com Ebenezer Satyaraj, diretor do Departamento de Nutrição Molecular na Nestlé Purina Research, que apresentou uma abordagem revolucionária no maneio dos alergénios de gatos, “aproximadamente 95% das pessoas alérgicas a gatos estão sensibilizadas contra o principal alergénio felino, o Fel d 1”.

O imunologista descreveu os estudos por detrás desta inovação, que se baseia na incorporação de anticorpos com origem no ovo na dieta, que neutralizam o alergénio Fel d 1 na sua origem — a boca do gato — e que é espalhado no pelo durante a higiene do mesmo quando se lambe, e depois pelo ambiente quando o pelo e as partículas de pele se libertam.

“A nova abordagem é segura, eficaz e ‘amiga do gato’, para responder a um problema que afeta inúmeros lares com gatos a nível mundial”, acrescentou.

Segundo o imunologista, quando incluído num programa de maneio da alergia abrangente, esta abordagem oferece uma oportunidade em reduzir o Fel d 1, permitindo que o gato permaneça no lar.

Nova abordagem nutricional na hidratação dos gatos

Andrew Sparkes frisou também durante a sua palestra que “muitas patologias poderão beneficiar de uma melhor hidratação do gato”, como a doença renal crónica, doença do trato urinário inferior felino, diabetes mellitus e obstipação.

Contudo, além de disponibilizar alimento húmido e fomentar a maior ingestão de água, as opções são limitadas.

O investigador Brian Zanghi, da área de Investigação e Desenvolvimento Nutricional na Nestlé Purina, apresentou resultados promissores de estudos já realizados, nos quais foi feita uma abordagem inovadora para a hidratação de pacientes, baseada em água enriquecida com nutrientes.

“Os resultados demonstraram que os gatos aumentaram de forma significativa a ingestão de água e melhoraram a sua hidratação, comprovada pela maior produção de urina com menor gravidade específica”, disse. O produto será disponibilizado no mercado europeu no final do ano de 2020.

Reforçar a ligação animal de companhia – humano

Os participantes do simpósio assistiram ainda à apresentação da organização sem fins lucrativos Ashoka, um grupo de empreendedores sociais, pioneiros neste campo, e parceiros do Purina BetterwithPets Prize.

Nalinika Obeyesekere, médica veterinária e membro da Ashoka, afirmou que “os médicos e enfermeiros veterinários se focam em determinados serviços, que podem ser diversificados”, descrevendo um projeto de criação de espaços multidisciplinares, que pode incluir serviços como terapias com animais de companhia, pet café, hotéis e mesmo apartamentos pet friendly.

A veterinária garantiu ainda que, como profissionais, podem ter “um impacto muito mais alargado na ligação humano – animal de companhia”.

Arianna De Mario, diretora das parcerias estratégicas desta organização sem fins lucrativos, explorou como a ligação entre os humanos – animais de companhia pode ajudar a transformar a sociedade.

“Queremos recuperar a discussão à volta da ligação animal de companhia-humano, do seu poder para transformar a sociedade e que papel os médicos veterinários e outros profissionais da área podem desempenhar. Por esse motivo, organizámos este simpósio como parte do Congresso ISFM”, reiterou Andrew Sparkes durante a sua palestra.

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