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Agressão a cavalo nos Jogos Olímpicos reacende debate sobre animais nos desportos

Uma agressão a um cavalo [1], na forma de soco, durante a prova de hipismo do pentatlo moderno por parte da treinadora alemã Kim Raisner levou à sua expulsão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, revela a revista Galileu [2].

O incidente ocorreu numa prova em que os atletas têm apenas 20 minutos para se habituarem a um cavalo que nunca montaram. Neste caso, a alemã Anikka Schleu não conseguiu fazer o percurso porque Saint Boy, o cavalo que lhe foi atribuído, se recusou a saltar, terminando a prova em 31º lugar.

 

A treinadora incentivou a atleta a bater no cavalo. As ordens de Raisner, que dizia “acerta-lhe, acerta-lhe mesmo”, foram ouvidas ao vivo na Alemanha, desencadeando uma onda de críticas. De seguida a treinadora deu um soco na anca do cavalo enquanto a atleta tentava acalmá-lo.

A agressão levou a que Kim Raisner fosse punida pela União Internacional do Pentatlo Moderno (UIMP). “A UIPM deu um cartão preto para a treinadora alemã Kim Raisner, desclassificando-a do restante de Tóquio 2020”, diz o comunicado do órgão. Alfons Hörmann, presidente da Federação Olímpica da Alemanha, concordou com o afastamento e declarou que foi a “melhor solução”.

Repercussão online da situação
 

Estes acontecimentos levaram a que surgisse nas redes sociais uma onda de críticas, questionando se a treinadora deveria continuar a exercer o seu papel futuramente e sobre o grau de stresse dos cavalos na modalidade.

Durante a semana, outras situações ocorridas com cavalos olímpicos também geraram repercussão. Um cavalo da delegação suíça nos Jogos Olímpicos foi abatido por conta de um grave ferimento, um da delegação sueca fugiu após queda de uma atleta e um da delegação irlandesa teve sangramento no nariz – causada por uma lesão superficial, segundo exames.