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Abandono de animais cresce no Reino Unido face ao aumento do custo de vida

O aumento do- custo de vida no Reino Unido tem originado um maior abandono [1] de animais de companhia. Por exemplo, a instituição de caridade animal Battersea já possui à sua guarda 206 cães e 164 gatos nos seus centros de realojamento de animais, avança a agência Reuters [2].

Alguns centros ao longo do país estão a registar pedidos recorde sobre ‘devolução’ de cães e gatos, à medida que o custo de vida aumenta e o custo da alimentação e das consultas veterinárias deixa de ser gerível. “Estamos preocupados que isso seja uma razão crescente para as pessoas trazerem os seus cães para Battersea”, disse Steve Craddock, que gere um dos centros de Londres.

 

Animais exóticos como cobras e lagartos também estão a revelar-se demasiado caros devido à sua necessidade de aquecimento e iluminação especializados.

A Dog Trust, que atualmente tem 692 cães a precisar de casas em 21 centros em todo o país, disse que a última vez que viu algo assim foi na sequência da crise financeira de 2008.

 

“Esta crise de custo de vida aumentou muito mais depressa do que as pessoas esperavam”, disse o diretor de operações da Dog Trust, Adam Clowes.

A pressão está a levar a instituição de caridade a ponderar se deve ou não expandir um fundo de apoio de emergência, normalmente reservado às pessoas com prestações sociais que necessitem de apoio financeiro a curto prazo para manter os seus animais de companhia, para mais rendimentos médios.

 

As instituições de caridade para os animais dizem também estar preocupadas com o facto de a pressão sobre os padrões de vida ter um impacto nos donativos, embora ainda não o vejam.

Esta nova tendência surge após um aumento na procura por animais de companhia durante a pandemia. Por exemplo, de dez mil candidaturas por mês para adoção que a instituição de caridade Woodgreen recebeu durante a pandemia. Atualmente o número ronda as 100 por mês.