Animais de companhia

Veterinários contestam notícias sobre o mau funcionamento da plataforma SIAC

Várias notícias alertaram, nos últimos dias, para o “caos” no registo de animais através do novo Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), mas são já vários os médicos veterinários que vieram contestar esta informação nas redes sociais e o Sindicato Nacional de Médicos Veterinários (SNMV) publicou mesmo um comunicado no seu website, no qual afirma que a “manchete do Jornal de Notícias é falsa, alarmista e afeta a reputação e o bom nome do SNMV”.

De acordo com o Jornal de Notícias, a plataforma SIAC tem recebido cerca de mil e-mails por dia com dúvidas e pedidos de ajuda, uma situação que deverá ficar regularizada até ao final do ano, referiu ao diário Bruno Rôlo, do SNMV, que admitiu, ainda, que os problemas existem em grande parte devido à duplicação de registos nas duas bases de dados, a dos veterinários (SIRA) e a dos municípios (SICAFE).

Segundo vários meios de comunicação social, em muitos casos, os dados dos veterinários e das juntas de freguesia não coincidem e algumas juntas estão a cobrar taxas indevidamente.

“Como os campos das plataformas não eram iguais, houve problemas na migração. A nova plataforma assume os dados mais recentes, na maioria das vezes são os dados do SICAFE que prevalecem e muitos estão mal introduzidos”, disse Bruno Rôlo.

O responsável defendeu que este é apenas um dos problemas que advêm de fundir plataformas “com 2,5 milhões de animais”, e garantiu que estavam a ser tomadas medidas para solucionar os principais constrangimentos até ao final do ano. Sublinhou, porém, que o SIAC está, atualmente, a funcionar “com toda a normalidade”.

Esta opinião é confirmada por alguns médicos veterinários nas redes sociais. A médica veterinária Ana Vieira da Silva referiu, em publicação na sua página de Facebook, que “o pior do SIAC não é o alegado caos em que está, alegadamente, emerso. É a onda imparável de telefonemas de pessoas a quererem autenticamente despachar os seus cães porque já perceberam que são responsáveis por eles com tudo o que isso implica no panorama legal atual”.

Em Bragança, a VetSantiago reagiu também através de uma publicação na sua página de Facebook: “O novo sistema de identificação animal – SIAC – está a dar resposta a todos novos registos de animais que temos efetuado desde o dia 28 de outubro. O suposto ‘caos’ na base de dados difundido em diversas notícias nos últimos dias não é de todo verdadeiro. Consideramos que este novo sistema de registo foi a melhor solução para o ‘caos’ do passado recente em que milhares de animais tinham microchip e não estavam registados em qualquer base de dados.”

Recorde-se que, com as recentes alterações, passa a ser obrigatório o registo no SIAC de cães, gatos e furões, que deve ser realizado até 120 dias após o nascimento.

*com Ana Tavares.