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Comportamento animal: saber descodificar as emoções

Saber descodificar as emoções

Apesar do maior interesse por parte de alunos, médicos veterinários e tutores de animais de companhia, a área de comportamento ainda apresenta desafios. Muitos animais chegam à consulta em situação extrema, ainda que muitos colegas generalistas já referenciem mais casos. Falta apostar mais na prevenção e fazer perguntas, dizem os especialistas. Caso contrário, os tutores nunca valorizarão os sinais clínicos que podem ser determinantes para um bom diagnóstico diferencial.  

Gonçalo da Graça Pereira, médico veterinário especialista europeu em Medicina do Comportamento e diplomado em Bem-estar, Ética e Legislação, presidente do Colégio Europeu de Bem-estar Animal e Medicina Comportamental (ECAWBM) e fundador do Centro para o Conhecimento Animal (CPCA), considera que os médicos veterinários foram formatados para avaliar a parte física no que respeita aos animais de companhia. “Quando o animal entra, nós já estamos a auscultar, a medir a temperatura, a palpar, e nem sempre olhamos para os sinais comportamentais que o animal nos está a dar e, muitas vezes, nem ouvimos atentamente o que o tutor nos está a dizer. Podem ser partilhados vários aspetos que são relevantes e nós nem sempre valorizamos. Tudo o que o tutor nos diz permite-nos processar o nosso pensamento e fazer uma triagem do que interessa para os nossos diagnósticos diferenciais, em que se deveria sempre incluir também a doença comportamental”, diz. Não é por acaso que uma consulta de comportamento demora, pelo menos, duas horas.

 

 

As alterações físicas e comportamentais andam quase sempre lado a lado, de mão dada, não podendo ser dissociadas. E já lá vai o tempo em que as duas vertentes não se misturavam, como o azeite e o vinagre, defende Mónica Roriz, médica veterinária diplomada pelas Écoles Nationales Vetérinaires Françaises (ENVF) em Medicina do Comportamento, responsável pelas consultas desta especialidade, em vários CAMV no Grande Porto e pelas consultas de comportamento na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia (ULHT).

“Costumo dizer que pelo menos 90% dos problemas de comportamento poderiam ter sido prevenidos. Se todos trabalharmos na prevenção, vamos conseguir evitar que determinados casos nos cheguem às mãos” – Gonçalo da Graça Pereira

Numa primeira fase, há que descartar as doenças com origem não comportamental. O facto de os animais serem “estoicos” até demonstrarem que estão desconfortáveis pode ser logo a primeira dificuldade no adequado diagnóstico por parte dos médicos veterinários. “Após um exame físico bem feito, ficamos, muitas vezes, com a sensação de que está tudo bem, mas infelizmente nem sempre é o caso. Quando isso acontece, é natural que os colegas generalistas associem sinais desajustados a problemas comportamentais e referenciem de imediato para nós”, explica a também membro da PsiAnimal e da Ânimas.

Mónica Roriz lembra-se de vários casos que a marcaram particularmente, como por exemplo, a dogue alemã que remodelava a casa na ausência da dona por estar “apenas” com uma otite bilateral, ou do gato adulto com automutilação nas articulações por osteoartrite que só conseguiram diagnosticar prescrevendo um pack analgésico potente. Existem casos em que os médicos veterinários dedicados ao comportamento conseguem orientar os colegas generalistas para uma provável causa física. “Isto acontece frequentemente em processos álgicos.”

Ainda não se aposta na prevenção

Alguns sinais de problemas comportamentais não são valorizados pelos tutores, logo, não são tema de conversa na consulta. “Se os médicos veterinários não questionarem, os tutores não acham relevante ou chegam mesmo a encobrir. Por isso, muitas vezes, os animais chegam à consulta quando, por exemplo, já atacam sem dar sinal”, salienta Gonçalo da Graça Pereira, alertando que a situação se torna num círculo vicioso que traz consigo outro desafio: não se apostar devidamente na prevenção.

“Costumo dizer que pelo menos 90% dos problemas de comportamento poderiam ter sido prevenidos. Se todos trabalharmos na prevenção, vamos conseguir evitar que determinados casos nos cheguem às mãos”, sublinha. Apesar de existir a oferta de consultas de prevenção no CPCA, contam-se pelos dedos de uma mão os tutores que as procuraram. Prevenir ainda não está na mente destes. “Eu costumo dizer que trabalho emoções e, habitualmente, por trás de uma alteração de comportamento está uma emoção negativa, como ansiedade, medo, frustração ou dor. É preciso identificar qual é a causa dessas alterações emocionais”, afirma o médico veterinário.

Maria Isabel Santos é médica veterinária e consultora em comportamento animal em clínicas e hospitais veterinários do Grande Porto e denota que os colegas generalistas com quem contacta “distinguem facilmente sinais de comportamento específicos, como por exemplo, sinais de medo, de ansiedade e de agressividade, manifestações comuns a alguns problemas de comportamento em animais de companhia”. O problema é associá-los a diagnósticos: “Chegar a um diagnóstico final da causa dessas manifestações é que se torna mais difícil para eles, e consequentemente, à implementação de terapias que sejam eficazes”, defende.

Um dos desafios passa por não confundir sinal comportamental e diagnóstico comportamental. A médica veterinária dá exemplos concretos: “Quando um animal exibe agressividade em qualquer contexto, está a mostrar um sinal, ou seja, nomenclaturas como ‘agressividade para com…’ ou ‘agressividade por…’ são sinais e não diagnósticos”. Da mesma maneira, quando, por exemplo, esse mesmo animal apresenta hematúria, vamos referir como um sinal que nos vai orientar para os diagnósticos diferenciais de problemas do aparelho geniturinário.
E por outro lado, mesmo quando a distinção anterior é feita, fica a dificuldade que sentimos na atualidade de acompanhar todas as áreas de trabalho com o mesmo pormenor, o que leva à cada vez maior necessidade de especialização para conseguir dar respostas válidas à casuística que cada CAMV recebe.”

Com base nos sinais apresentados – comportamentais e físicos –, chega-se a um diagnóstico final ou a vários diagnósticos diferenciais, “mas é necessário perceber a motivação e os fatores de aprendizagem que levaram aquele animal à exibição desses mesmos sinais”, nota Maria Isabel Santos.

Joana Pereira, médica veterinária no segundo ano da residência do Colégio Europeu de Bem-estar Animal e Medicina do Comportamento no CPCA, considera que muitos problemas de comportamento estão relacionados com uma doença subjacente: “Como é o caso de um gato que diminui a interação e tem comportamentos defensivos para com os tutores porque tem dor articular, ou de um cão que passa a ser agressivo com outro cão da casa porque desenvolve diabetes e tem uma maior motivação para obter recursos, como alimento e água.”

É, então, importante, acredita a médica veterinária, que o diagnóstico seja efetuado por exclusão, excetuando alguns casos de problemas relacionados com a separação e os casos de medo e fobias – com ou sem sinais de agressividade – já que os sinais são muito ‘gritantes’. “Baseando-se na história dos sinais comportamentais e clínicos concorrentes, deve-se tentar descartar todas as doenças que possam estar a causar as alterações para chegar à conclusão de que o problema tem origem comportamental”, salienta Joana Pereira.

Mesmo para os médicos dedicados ao comportamento, existem situações em que as conclusões demoram a chegar e em que a identificação da doença perante as queixas dos tutores não é linear. É o caso da “hiperestesia felina, da automutilação ou mesmo de alguns animais com agressividade, em que não é possível determinar se o animal está a ter uma convulsão parcial, tem dor ou está ansioso. Nesses casos, temos, muitas vezes, de recorrer a testes terapêuticos para encontrar a solução”. Antes dessa fase, é quase um pré-requisito que o animal tenha feito recentemente um exame de estado geral completo com o seu médico veterinário assistente, incluindo, nomeadamente, um hemograma e um painel de bioquímicas (que devem ser adaptadas à espécie, à idade e ao estado reprodutivo de cada animal). “Por vezes, esses exames são complementados com mais análises, como por exemplo, em casos de animais com lambedura excessiva/automutilação em que podem ser pedidas citologias, culturas de fungos, dietas de eliminação, etc. Isto porque a terapia comportamental feita de forma isolada num animal com automutilação será ineficaz e altamente frustrante para todos se o animal tiver dermatite alérgica à picada da pulga”, alerta a médica veterinária do CPCA.

Dificuldade em fazer diagnósticos diferenciais

Como o tema do comportamento não é suficientemente abordado no âmbito universitário, tal pode colocar alguns entraves a esta fase de pré-diagnóstico. “Não conheço detalhadamente os currículos de todas as faculdades, nem os conteúdos ministrados nas aulas, por isso, não consigo precisar se os docentes das diferentes estão a incluir a doença comportamental nas suas disciplinas, até porque, na maioria, o comportamento não está sequer incluído na área clínica. Algumas faculdades falam de uma ou de outra doença comportamental no quinto ano, mas raramente se inclui toda a parte da clínica de animais de companhia (anamnese, diagnósticos diferenciais, diagnóstico final, tratamento e prognóstico). Apesar desta lacuna, felizmente, o bem-estar dos animais de produção já é mais abordado, mas, na clínica de animais de companhia, o comportamento não é tão falado”, explica Gonçalo da Graça Pereira. Ainda que denote uma evolução em relação há uns anos, considera que “ainda não estamos todos preparados para detetar alterações emocionais”.

Existem casos em que os médicos veterinários dedicados ao comportamento conseguem orientar os colegas generalistas para uma provável causa física. “Isto acontece frequentemente em processos álgicos”, explica a médica veterinária Mónica Roriz.

A qualidade do ensino preocupa o fundador do CPCA: “Estamos muito preocupados com o número de faculdades que temos no nosso País, mas deveríamos estar ainda mais com aquilo que é ensinado em cada uma delas e com a preparação que é dada a cada futuro veterinário”, critica.

Mónica Roriz defende que houve um progresso notório de há uns anos para cá. “Existe cada vez maior procura dos recém-licenciados para estagiar nesta área e os colegas sentem-se mais à vontade para recomendar e referenciar consultas de comportamento.

Mas, o maior desafio continua a ser dotar os clínicos de conhecimentos básicos para aconselhar corretamente os tutores numa primeira abordagem e encaminhá-los para consultas de especialidade, caso seja necessário.”

Maria Isabel Santos concorda: “Penso que a maior parte dos colegas coloca os diagnósticos comportamentais como causa da exibição de vários sinais físicos, especialmente aqueles que são diretamente afetados por fatores de stresse, do maneio diário e do ambiente do animal. Mas depois, ao avançar para meios de diagnóstico para a seleção entre os diferenciais, as causas comportamentais, muitas vezes, ficam ‘esquecidas’ ou não lhes é dada a mesma proporção de atuação do que outras áreas de intervenção.”

“Sabemos que a dor é um dos principais motores de alterações de comportamento e apresenta uma grande variabilidade de manifestação individual, logo, tem de ser controlada de forma efetiva, o que, em alguns casos, poderá implicar ter de o fazer de forma presuntiva” – Maria Isabel Santos

Uma anamnese cuidada e pormenorizada vem também acompanhada da exclusão de outros diagnósticos médicos. “Na anamnese, os médicos veterinários precisam de fazer a avaliação adequada para incluir, nos diagnósticos diferenciais, a possibilidade de o stresse estar a influenciar a parte física”, defende Gonçalo da Graça Pereira. Ou seja, existem sinais inespecíficos que poderão confundir os médicos veterinários, nomeadamente aqueles que, apesar de inicialmente associados a um determinado órgão ou sistema, não são uma manifestação exclusiva de problemas nesse mesmo órgão ou sistema, como a diarreia, vómitos, lesões de pele, entre outras.

“São os sinais que são altamente influenciados pela componente imunitária do animal, na qual a influência dos fatores de stresse vão desempenhar um papel preponderante”, explica Maria Isabel Santos. A médica veterinária alerta ainda para os sinais de dor, que se conseguem mensurar em escala quando já atingem níveis elevados. “Sabemos que a dor é um dos principais motores de alterações de comportamento e apresenta uma grande variabilidade de manifestação individual, logo, tem de ser controlada de forma efetiva, o que, em alguns casos, poderá implicar ter de o fazer de forma presuntiva.”

Gonçalo da Graça Pereira é convidado como orador em vários congressos e conferências mundiais, e tem vindo a notar, a cada ano que passa, que as salas de comportamento têm uma maior procura. “Nos últimos anos, temos visto um crescimento exponencial da área de comportamento em Portugal. Vejamos: começámos com a fundação da PsiAnimal; nos últimos, talvez, oito anos – com exceção do ano passado –, o Congresso da Ordem dos Médicos Veterinários teve sempre uma sala de medicina do comportamento; recentemente, a APMVEAC criou um grupo de interesse em comportamento e bem-estar animal, embora não conheça, ao certo, o seu plano estratégico. Por outro lado, cada vez mais laboratórios, pet food companies, entre outras empresas, apostam na área e nas pessoas que estão interessadas em aprender mais”, defende o médico veterinário.

O que pode confundir mais os veterinários generalistas?

Joana Pereira considera que as principais dúvidas dos médicos veterinários generalistas se relacionam com a medicação – qual o melhor fármaco a usar e respetivas doses, pois variam muito de acordo com o diagnóstico e origem de cada problema comportamental. “Alguns colegas também querem saber quais os primeiros conselhos que podem dar aos tutores, algo que me deixa muito feliz, porque, muitas vezes, os mesmos acabam por ser os mais importantes e são de aplicação muito simples e prática. Além disso, ajudam a evitar que o animal piore, se magoe ou que alguém que contacte com ele possa ser vítima de comportamentos agressivos”, explica a residente do Colégio Europeu de Bem-estar Animal e Medicina do Comportamento.

Por outro lado, as manifestações de ansiedade podem passar despercebidas aos clínicos, mas também aos tutores que não procuram ajuda. “Neste caso, penso que a espécie felina será a mais afetada”, explica Mónica Roriz. E exemplifica: “Aos olhos dos médicos de comportamento, um gato obeso é, quase na certa, um gato ansioso que compensa a sua ansiedade com ingestão de comida em quantidade excessiva. As causas podem ser muitas, pode passar por um meio ambiente pobre em estímulos, má distribuição dos recursos, etc. Para a maioria dos donos, isso não será algo que os vá deixar muito preocupados. Para o clínico, por questões endócrinas, articulares e cardíacas, reduzir o peso será primordial, focalizando-se frequentemente apenas na dieta, restringindo o acesso à comida na maioria dos casos, o que irá provocar ainda mais ansiedade no gato sem resolver a origem do problema.”

Baseando-se na história dos sinais comportamentais e clínicos concorrentes, deve-se tentar descartar todas as doenças que possam estar a causar as alterações para chegar à conclusão de que o problema tem origem comportamental”Joana Pereira

Maria Isabel Santos considera que as principais dúvidas dos colegas generalistas passam por perceber exatamente quando é que a vertente comportamental está a comprometer a saúde geral do animal e quanto é que está a contribuir para a exibição de determinados sinais clínicos, além das manifestações comportamentais mais óbvias. Como dificuldades, destaca o “fazer compreender ao tutor a necessidade de realização de protocolo prévio”, que inclui um exame físico detalhado e análises gerais. “Estas informações são necessárias, não só para despiste de alterações concomitantes, mas também para futuras reavaliações e evolução do caso daqueles animais que necessitam de ser medicados, especialmente com fármacos ansiolíticos, pois estes são sempre prescritos de forma crónica.”

Apesar de todos os desafios, Gonçalo da Graça Pereira não tem dúvidas: “A barreira entre o que é diagnóstico ‘clínico’ e comportamental está cada vez mais ténue.” E é com agrado que tem vindo a notar que “existe cada vez mais referenciação, mais colegas a trabalhar na área por todo o País e maior articulação com colegas de várias especialidades”.

Crefar – A empresa não tem, neste momento, novidades para lançamento na área de comportamento, mas o médico veterinário e diretor técnico, Pedro Pinto, destaca a consolidação dos produtos Bogavital Relax Tabs Cão® ou Bogavital Relax Tabs Gato®. Salienta ainda “a crescente adesão dos médicos veterinários e de um feedback bastante apelativo quer do cliente, quer na melhoria do controlo de situações de stresse nos pequenos animais, que estão associados a viagens, cistites por stresse em gatos e hiperatividade e stresse, em cães. Apesar de serem apresentações em comprimidos, verifica-se que têm boa palatibilidade quando introduzidos em mistura na alimentação”, refere o responsável.

Ecuphar – Como resposta ao facto de cerca de 50% dos cães sofrerem de ansiedade ou de medo em situações que envolvem foguetes, fogo de artifício, ruídos intensos, tempestades e trovoadas, provocando-lhes importantes alterações de comportamento, a Ecuphar lançou Sileo®. Este é “um medicamento de uso pontual, com segurança e eficácia clínica comprovadas, com efeito a curto prazo e sem efeitos paradoxais, não provocando dependência nem afetando a aprendizagem (proporciona um efeito ansiolítico, não sedativo, durante o qual o animal fica tranquilo, mantendo as suas funções cognitivas)”, explica Rute Vilar, product manager.

A responsável sublinha a relevância de os proprietários receberem uma explicação adequada quanto ao modo e ao timing de administração para que o produto seja devidamente aplicado. “Temos identificado algumas falhas a esse nível.”

“Relativamente ao modo de administração, além do vídeo que já se encontrava à disposição dos clientes Ecuphar®, este ano o laboratório desenvolveu uma régua que visa também esclarecer o proprietário, simplificando este procedimento.”

Rute Vilar recomenda que todos os colegas sigam – e recomendem os tutores a seguir –a página do movimento “Noise fear buddies, que foi criada com o objetivo de elucidar, de forma lúdica, os proprietários, através de vídeos, imagens e conteúdos práticos.

“A Ecuphar dispõe ainda de materiais de apoio que os CAMV podem utilizar online, dando a conhecer aos seus clientes os sinais mais frequentes deste tipo de problema comportamental, bem como as épocas mais críticas, como as festas populares (foguetes), férias de verão (viagens de carro e de avião) e festas de final de ano (fogos de artifício). Com tutores mais conscientes, pretendemos contribuir para a criação de ambientes cada vez mais friendly para os nossos animais”, acrescenta Rute Vilar.

WePharm – A farmacêutica lançou o novo WeCalm® Display Pack 10×10 Cp no passado mês de julho. “Este display é constituído por caixas de formato pequeno, facilitando o dispensar de menor quantidade de comprimidos em usos pontuais ou de curta duração, num conceito ‘WeCalm® To Go’. A nível de composição, temos o mesmo produto, com substâncias que não atuam apenas na componente neurológica da resposta ao stresse, mas também na componente endócrina/hormonal”, explica Marcelo Dinis Sousa, diretor técnico.

Plurivet – Apesar de não ter nenhum lançamento recente, o laboratório refere o produto Pet Remedy®, que tem vindo a receber um feedback “muito positivo em relação aos seus resultados no que ao comportamento animal diz respeito”, explica Nuno do Carmo, médico veterinário e sócio-gerente. Trata-se de uma forma natural usada contra o stresse e ansiedade de todos os animais domésticos (cães, gatos, roedores, aves, equinos e outros mamíferos), “que utiliza uma tecnologia de libertação lenta, composta por uma sinergia de óleos essenciais de valeriana, vetiver, manjericão e sálvia, que atuam simulando a atividade do neurotransmissor GABA”, acrescenta.

Preocupada com a inovação e as atuais tendências do mercado, a empresa incorporou recentemente neste produto “uma nova fonte do óleo absoluto de valeriana de plantas, que é agora produzido na Europa, onde as plantas valeriana officinalis crescem organicamente usando apenas estrume como fertilizante”. Nuno do Carmo salienta que este produto ajuda o animal a acalmar-se sem sedar, “estando sempre consciente do seu entorno, mais atento e recetivo, o que, por sua vez, ajuda no treino e na construção de confiança”.