Nutrição

Resíduos de glifosato em rações não representam risco para a saúde animal

Resíduos de glifosato em rações não representam risco para a saúde animal

Os resíduos do glifosato em rações não representam um risco para a saúde animal e não devem ser motivo de preocupação, de acordo com a European Food Safety Authority (EFSA), que acaba de publicar uma análise aos riscos da presença deste herbicida em rações animais. Esta análise resulta de um pedido da Comissão Europeia para analisar o impacto dos resíduos de glifosato presentes na alimentação de ovinos, aves, suínos e equinos.

Para chegar a esta conclusão, a EFSA analisou todas as informações disponíveis acerca da presença do glifosato em rações animais, nomeadamente em rações importadas para a União Europeia.

O documento, agora publicado pela EFSA, faz ainda uma revisão aos níveis de resíduos de glifosato legalmente permitidos em alimentos, uma forma de garantir que os consumidores continuam protegidos contra quantidades excessivas de glifosato que possam estar presentes nos alimentos que consomem.

O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados na agricultura e nos últimos anos tem estado ‘debaixo de fogo’ depois de um estudo publicado pela EFSA ter identificado o agroquímico como “potencialmente cancerígeno” para os seres humanos. Em Portugal, o fitofarmacêutico esteve na agenda mediática depois de ter sido emitida uma reportagem na RTP que revelava os resultados de uma investigação da Plataforma Transgénicos Fora, que realizou análises à urina de 26 portugueses e que encontrou a presença de glifosato em valores superiores aos verificados nos restantes países europeus. De acordo com a investigação, estes resultados podem ser fruto da elevada utilização do glifosato nas autarquias portuguesas para combater as ervas na via pública.

Já mais tarde a EPA (United States Environmental Protection Agency) publicou uma avaliação oficial ao glifosato que revela que o herbicida “não tem potencial cancerígeno para os seres humanos”. No final de 22017. A União Europeia decidiu renovar por mais cinco anos a licença de utilização do glifosato na agricultura no espaço comunitário.