Medicina Veterinária

Remoção de garras em felinos: sim ou não?

Remoção de garras em felinos: sim ou não?

A American Association of Feline Practitioners (AAFP) reviu a sua posição em relação à remoção cirúrgica de garras em felinos (onicectomia), procedimento ao qual diz agora opor-se. De acordo com a associação “arranhar é um comportamento normal dos felinos” e os donos destes animais devem ser “educados” neste sentido.

Em comunicado, a AAFP sublinha que a remoção das garras é “um procedimento eticamente controverso” e, na maioria dos casos, não é “medicamente necessária”. Nesse sentido, a organização diz que é essencial que os médicos veterinários consciencializem os donos dos animais para as razões por detrás do comportamento felino de arranhar.

Para isso, a American Association of Feline Practitioners vai disponibilizar aos seus associados um kit com informações para que os médicos veterinários possam explicar aos donos de gatos domésticos as melhores práticas para viver com um gato com garras, nomeadamente como ensinar estes animais a arranhar de forma apropriada.

“Com educação adequada desde a primeira visita ao veterinário, os donos destes animais poderão providenciar aos seus gatos os meios necessários para que executem esse comportamento felino natural”, defende Nancy Suska, médica veterinária que subscreveu a mais recente posição da AAFP.

A American Association of Feline Practitioners não é a primeira associação médico-veterinária a opor-se à onicectomia em gatos. Em 2014, a American Veterinary Medical Association (AVMA) reviu a sua posição, explicando que se trata de um procedimento que deve apenas ser realizado depois de todas as alternativas terem sido testadas.

No entanto, a associação diz também que “podem existir situações em que a amputação é necessária para manter os animais junto das suas famílias ou para prevenir eutanásia. Os gatos com garras podem representar um risco de lesão ou de doença para aqueles cuja integridade possa estar comprometida (idosos, diabéticos) ou imuno-comprometidos  (pessoas com HIV).”