Investigação

Pode o ruído afetar negativamente a sedação?

Ruído pode afetar qualidade da sedação dos cães

Um estudo recente sugere que a qualidade da sedação dos cães é afetada negativamente pelo ruído ambiental de alta intensidade (80-85 dB). Investigadores norte-americanos revelaram que a exposição dos animais à música, por outro lado, pode melhorar a sedação.

Já diversos estudos realizados com pacientes humanos tinham sugerido que a profundidade da sedação pode ser afetada por ruído ambiental ou pela música, porém, no que diz respeito aos animais de companhia a investigação ainda é limitada, razão pela qual os investigadores decidiram agora estudar os efeitos do ruído sobre a sedação induzida por dexmedetomidina (DM-10 μg/kg, IM) em cães.

Com uma amostra de dez cães, os animais foram sedados com dexmedetomidina e submetidos a vozes humanas entre 55 e 60 decibéis ou entre 80 e 85 decibéis; a música clássica entre os 45 e 50 decibéis; e ruído de fundo entre os 45 e 50 decibéis. O grupo de controlo, por sua vez, recebeu uma injeção salina IM e foi exposto a ruídos de fundo entre os 40 e os 45 decibéis.

Posteriormente, a eficácia da sedação foi avaliada através da monitorização do comportamento espontâneo dos cães e da acelerometria ao longo de três períodos de avaliação de 20 minutos.

De acordo com os autores, a análise do comportamento dos animais permitiu demonstrar que as condições menos ruidosas são ótimas para alcançar uma sedação completa depois da administração de dexmedetomidina. Por outro lado, os investigadores defendem que a intensidade do ruído nos hospitais e clínicas veterinárias, que habitualmente atinge níveis de 80 dB, pode ter um impacto negativo na qualidade da sedação.