Animais

Número de animais abandonados cai no primeiro semestre do ano

Número de animais abandonados cai no primeiro semestre do ano

No primeiro semestre do ano, registou-se “um ligeiro decréscimo” no número de animais abandonados. De acordo com o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Jorge Cid, por detrás desta quebra podem estar “as alterações legislativas e a maior consciencialização dos detentores de animais”.

De acordo com o Diário de Notícias da Madeira, em 2016 foram registados 33 433 novos animais nos Centros de Recolha Oficiais (CRO), 25 765 cães e 7 668 gatos, um crescimento de 3241 animais face a 2015.

“Apesar do aumento do número de animais abandonados em 2016, pode-se verificar que no primeiro semestre de 2017 houve um ligeiro decréscimo, tendo sido recolhidos 12 967 animais, 10 097 cães e 2 870 gatos. Para este número acreditamos que as alterações legislativas e a maior consciencialização dos detentores de animais em muito têm contribuído. Estas alterações significam progressos para os direitos dos animais de companhia, como é o caso das novas regras para a comercialização de animais e do fim das proibições por parte dos senhorios relativamente à habitação de animais em casas arrendadas. Estas medidas são muito importantes para a prevenção do abandono animal, e é intenção da Ordem dos Médicos Veterinários continuar este trabalho. Prova disso mesmo é a implementação deste Cheque-Veterinário”, explica o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários.

Para ajudar a minimizar este problema, a Ordem dos Médicos Veterinários já prometeu lançar o cheque-veterinário, uma medida para apoiar os animais abandonados recolhidos pelas autarquias e animais de famílias carenciadas. Com várias clínicas e hospitais veterinários já associados, este cheque-veterinário irá oferecer acesso a cuidados de saúde primários a animais em risco: vacinação, desparasitação, esterilização e tratamentos e urgências 24 horas.

“Há ainda muito a fazer para conseguir proteger de forma eficaz os animais no nosso país. Pelo que a OMV irá sempre tomar iniciativas que venham ao encontro da defesa dos interesses dos animais, como é o caso do cheque-veterinário. Também o novo estatuto jurídico que passou a reconhecer os animais como seres vivos dotados de sensibilidade representa de facto uma valorização significativa dos mesmos e do seu papel na sociedade”, defende Jorge Cid.