Investigação

Investigação realizada com cães pode ajudar pacientes com forma rara de epilepsia

Investigação realizada com cães pode ajudar pacientes com forma rara de epilepsia

Um estudo colaborativo entre donos de cães da raça dachshund miniatura de pêlo comprido, médicos veterinários e investigadores da Escola de Medicina Veterinária da Universidade de Surrey e do Fitzpatrick Referrals agora publicado pode trazer nova esperança aos pacientes que sofrem de Doença de Lafora, uma forma rara e severa de epilepsia.

O estudo, publicada na PLOS One, identifica os sinais de progressão da Doença de Lafora, patologia que surge na infância ou na adolescência e que se caracteriza por crises epiléticas, demência e por crises mioclónicas frequentes e graves.

De acordo com os autores do estudo, a doença rara que afeta cerca de 50 crianças em todo o mundo anualmente afeta também cães, razão pela qual a análise dos cães afetados pode permitir desenvolver um tratamento eficaz para as crianças que sofrem da patologia.

Nesse sentido, os investigadores realizaram um inquérito aos donos de 27 cães dachshund miniatura de pêlo comprido, uma raça com elevada prevalência da doença. Durante 12 meses, os donos dos animais tiveram que revelar os sinais clínicos dos avanços da doença, uma informação que pode ajudar a desenvolver um tratamento que trave o avanço da doença, de acordo com os cientistas.

Durante a investigação, os cientistas conseguiram descobrir que entre os sinais clínicos da doença mais frequente estão contrações musculares espontâneas, convulsões, ataques de pânico e agressividade.

Clare Rusbridge, uma das investigadoras envolvidas no estudo, refere que “a Doença de Lafora é uma doença fatal que causa sofrimento insuportável aos cães e em casos raros a crianças. Devido à sua raridade, pouco se sabe sobre a doença, mas o que descobrimos, como a ajuda dos donos dos cães, foram os sinais clínicos que podem ajudar a fazer um diagnóstico mais rápido.”