Saúde Oral

Empresas de medicamentos veterinários criam associação própria

Empresas de medicamentos veterinários criam associação própria

As empresas de medicamentos veterinários decidiram constituir uma associação própria, abandonando a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma). A nova associação – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários (Apifvet) – será presidida por Jorge Moreira da Silva, que em declarações à Lusa confessou que a sua criação “há muito tempo estava a ser pensada”.

De acordo com o presidente da nova Apifvet, “o medicamento veterinário e o medicamento humano estão cada vez a ter legislações mais diferentes, que se tocam nalguns pontos, mas cada vez menos. Nós achámos que estava na altura de ter uma voz própria. Queríamos ter uma voz própria na saúde animal, na indústria de medicamentos veterinários.”

Jorge Moreira da Silva refere ainda que a razão pela qual as empresas de medicamentos veterinários decidiram abandonar a Apifarma no final de 2017 se prende com a “falta de independência (…) Tínhamos uma comissão especializada de saúde animal, mas não nos sentimos representados minimamente nas ações da Apifarma. Não éramos ouvidos, não tínhamos independência, não éramos reconhecidos enquanto grupo.”

A Apifvet permitirá, assim, às empresas de medicamentos veterinário “ter uma voz própria e não estar dependente de uma direção que congrega medicamentos humanos, medicamentos veterinários e outra coisa. Neste momento podemos defender muito melhor o setor do medicamento veterinário. Podemos falar com toda a gente, antes só tínhamos acesso até ao diretor-geral [da Apifarma], agora somos nós Apifvet que vamos a todo o lado.”

Em 2010, o mercado da saúde animal tinha já um valor que rondava os 93,9 milhões de euros e em 2016 atingiu um total de 103,5 milhões de euros, um valor que, de acordo com Jorge Moreira da Silva, “é um dos aspetos que justifica a necessidade de criar uma voz ativa e independente para o setor de medicamentos veterinários. Pretendemos representar 95% do mercado nacional, sendo o principal interlocutor das empresas do setor perante os seus diversos stakeholders promovendo sempre o cumprimento de todos os aspetos legais, éticos e deontológicos.”